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Lupi afirma que agiu e quer fraudadores na cadeia

  • 30 de abr. de 2025
  • 2 min de leitura

O ministro da Previdência, Carlos Lupi (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)
O ministro da Previdência, Carlos Lupi (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

Durante seu depoimento à Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família, o ministro da Previdência, Carlos Lupi, afirmou que os escândalos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ocorrem há anos. “Essa quadrilha não vêm de hoje. Nosso papel é investigar e botar na cadeia”, disse. “A previdência social tem problemas de fraudes há muitos anos. Não é de hoje.”


Lupi ressaltou que a investigação conduzida pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU) está “doendo na própria carne”. O ministro explicou que pessoas próximas dele, com quem “mantinha relações”, podem estar envolvidas em no escândalo.


Em seguida, Lupi reafirmou que está comprometido com a apuração do caso. “Eu agi, eu instalei uma investigação. Não estamos parados, estamos agindo bastante”. O ministro reafirmou que pretende que não poupará esses aliados. “Quem fez errado que a polícia prove e vá para cadeia. Nos não estamos aqui para acobertar ninguém que roubou aposentados e pensionistas.”


Avisado em março de 2023 sobre os desvios, Lupi afirmou que o atraso nas investigações se deu por insubordinação de um diretor, que foi demitido pelo ministro. “Agi a tempo. Demiti um diretor que era superintendente do governo anterior. Demiti em maio de 2024 pela letargia e pela demora.”


A Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal e CGU, revelou um escândalo de desvio em aposentadorias e pensões do INSS que podem chegar a R$ 6,3 bilhões. O esquema teria começado em 2019.


Lupi afirmou que a equipe do ministério trabalhou em conjunto com a PF e CGU, fornecendo informações que levaram à instauração de 207 inquéritos policiais e resultaram em 192 mandados de prisão e 701 mandados de busca e apreensão.


Ainda de acordo com o ministro, as investigações e ações internas já surtiram resultado em um ano. “Projeta-se, através de cálculos da equipe técnica, que o combate a essas fraudes totalizou uma economia de R$ 1,1 bilhão aos cofres públicos.”


Por fim, o ministro enalteceu o governo federal. “É um trabalho muito importante da inteligência da Previdência, em que toda essa operação que deflagrou-se agora para se apurar através da CGU do governo do presidente Lula, através da Polícia Federal do governo do presidente Lula foi iniciada por uma auditoria feita pelo INSS do governo do presidente Lula para coibir fraudes e corrupção”, finalizou.


Do Brasil de Fato

 
 
 

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