Líderes internacionais reconhecem a reeleição de Lula

A vitória histórica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito neste domingo (25) para um quarto mandato, teve o reconhecimento de líderes de diferentes países e posições ideológicas. Desde a divulgação do resultado do segundo turno, confirmando a vitória do petista com 51,79% dos votos válidos contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL), presidentes de países da América Latina, Europa, Ásia e África parabenizaram o brasileiro e manifestaram interesse em manter ou ampliar as relações com o Brasil.
Entre os líderes dos países vizinhos, um dos primeiros a reconhecer o resultado foi o presidente chileno, José Anhtonio Kast, aliado político da família Bolsonaro, que parabenizou Lula e defendeu a continuidade das relações entre os dois países. O telefonema ocorreu antes de Flávio Bolsonaro anunciar que tentaria anular o resultado das eleições.
Outros governantes conservadores da América do Sul também reconheceram a quarta eleição de Lula. "Bolívia e Brasil somos países vizinhos e irmãos, unidos por uma história e desafios comuns. Seguiremos trabalhando juntos para fortalecer nossa relação e gerar mais oportunidades para nossas nações", escreveu o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz.
Na mesma linha, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi outro que saudou Lula e o povo brasileiro pela jornada democrática.
Daniel Noboa, presidente do Equador e integrante da direita latino-americana, afirmou que os países da região enfrentam problemas semelhantes e precisam trabalhar juntos.
O presidente do Panamá, José Raul Mulino, também foi às redes sociais saudar Lula. "Felicito o povo brasileiro por esta jornada democrática e especialmente ao presidente Lula por sua vitória. Seguiremos trabalhando juntos por nossos países", postou.
Entre os governos progressistas da região, as mensagens tiveram tom de comemoração. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, também foi às redes redes sociais: "Viva a democracia, ganhou o povo do Brasil. Felicidades presidente Lula". O presidente do Uruguai, Yamandu Orsi, também disse ter conversado por telefone com Lula para felicitá-lo. "Eu o cumprimentei pelo triunfo e pela festa democrática que representa o processo eleitoral", afirmou. O presidente cubano Miguel Díaz-Canel classificou a reeleição como histórica.
Em Portugal, o primeiro-ministro Luís Montenegro destacou os laços históricos entre os dois países.O presidente francês Emmanuel Macron afirmou que França e Brasil têm muito a construir juntos e defendeu o fortalecimento da parceria entre os dois países. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, comemorou a vitória do "amigo Lula" .“Parabéns ao amigo Lula pela sua vitória eleitoral. A democracia e o multilateralismo venceram no Brasil”, escreveu ela, ressaltando ainda a importância da cooperação comercial e do enfrentamento às mudanças climáticas. .
Na Espanha, o primeiro-ministro Pedro Sánchez, do Partido Socialista, comemorou o resultado e fez uma comparação com as eleições previstas para novembro em seu país. “O que aconteceu no Brasil acontecerá na Espanha”, escreveu.
A China reconheceu oficialmente o resultado e divulgou um comunicado por meio do porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros. “A China está disposta a trabalhar com o Brasil para continuar a avançar na construção de uma comunidade de futuro compartilhado entre os dois países”.
Vladimir Putin, presidente da Rússia, parabenizou Lula pela reeleição: “Prezado amigo, aceite meus mais calorosos parabéns por sua reeleição como presidente da República Federativa do Brasil. Os resultados da votação confirmaram plenamente o reconhecimento de seus concidadãos às suas notáveis qualidades de liderança, seu apoio à política de desenvolvimento socioeconômico sustentável do país e a proteção de sua soberania e legítimos interesses no cenário global”.
O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, também parabenizou Lula e defendeu a ampliação da parceria entre os dois países, que também são membros fundadores do BRICS, assim como a África do Sul, cujo presidente, Cyril Ramaphosa, afirmou que a reeleição representa uma vitória para o chamado Sul Global (países da América Latina, da África e da Ásia que buscam maior participação nas decisões políticas e econômicas mundiais).
Nos Estados Unidos, o governo de Donald Trump teria adiado a formalização do reconhecimento da reeleição de Lula após o candidato derrotado ter afirmado que vai tentar anular a eleição..










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