Mãe de Henry agora diz que Jairinho é 'ruim e psicopata'


Depois de afirmar em seu depoimento oficial na 16ª DP (Barra da Tijuca) na madrugada do assassinato de seu filho Henry Borel, de 4 anos, que vivia uma vida em harmonia com Dr. Jairinho, em uma carta escrita da cadeia para parentes, Monique Medeiros diz só agora que o companheiro “é um homem ruim, doente e psicopata”.

Em uma das cartas divulgadas pelo Fantástico neste domingo (2), ela relata o que teria acontecido nos dias que se seguiram à morte do filho, e acusa o seu primeiro advogado de ter montado uma farsa, para que se unisse e combinasse uma versão inventada com o vereador. Ela relata também episódios em que foi agredida por Jairinho, que ele era viciado em sexo e que as relações sexuais pareciam "um ritual". “Mesmo eu tendo filho, eu tinha que dizer que ele tinha sido meu único homem”, detalhou.

“Eu estou sendo apedrejada na cadeia! Todos os dias elas gritam dizendo que vou morrer e que irão me matar, pois acreditam que eu deixava o Jairinho bater no Henry”, escreveu em outro trecho.

"Meu filho dizia que ele era um homem mau. E eu não acreditei", destacou.

Sobremesa

Depois de ficar do lado do companheiro até o dia da prisão, em 8 de abril, um mês exato após a morte de Henry, Monique agora conta vários momentos em que foi agredida por Jairinho. Um deles, por causa de "um entregador" de sobremesa.

“Decidimos pedir uma sobremesa pelo iFood. Na hora que o entregador chegou e eu fui buscar na porta, o rapaz disse que era o dono da loja, que estavam começando e (...) desse a avaliação no iFood. Jairinho me perguntou o que o entregador tinha falado e eu contei exatamente como aconteceu (nada demais). Ele começou a me xingar de 'p***', (...) que eu não dava respeito à imagem dele. Ele pegou o telefone celular e enviou uma mensagem de voz para uma mulher amiga dele da vigilância sanitária, dizendo que tinha chegado uma sobremesa na casa dele, estragada, que ele estava passando mal (...) e pediu que ela fosse até lá, para interditar o local. Fiquei com muita raiva dele e disse: ‘já que as sobremesas estão estragadas, vou jogar fora as de morango que guardei na geladeira’. Ele me xingou de todos os nomes possíveis e impossíveis, que toda semana ele iria até o estabelecimento mandar quebrar a loja, mandar assaltar, mandar quebrar as motos das entregas, mandar bater no dono, que ele ia imprimir a foto dele e dar para seus amigos causar prejuízos até que fechasse", escreveu em outro trecho da carta.

"Manipuladora"

Citado pelo G1, Leniel Borel, pai de Henry, afirmou que "Monique é conhecida como manipuladora" e não acredita na palavra dela.

"Essa Monique coitadinha que apanha e fica quieta. Não. A Monique nunca foi assim. Tá muito bem claro que ela sabia que o Henry tava sendo agredido e não fez nada, né? Não falou e não fez nada", diz Leniel.

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