Médicos brasileiros reprovam atuação de Pazuello


Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, aglomerando, sem máscara, com Zezé di Camargo (Reprodução)

Uma pesquisa da Associação Médica Brasileira (AMB), divulgada nesta terça-feira (2), mostrou que a atuação do Ministério da Saúde, sob gestão do general Eduardo Pazuello, um ano após o início da pandemia, com um saldo de mais de 226 mil mortes e quase 10 milhões de infectados pela Covid-19, é desaprovada por 78,5% dos médicos entrevistados.

O levantamento ouviu 3.882 médicos de todas as regiões do país através de questionário virtual.

Indagados sobre a situação atual de casos nas unidades que atendem a pacientes com suspeita ou já com Covid-19, 69,1% dos médicos acreditam que haverá uma alta de mortes pela doença no país.

Ao serem questionados sobre a desativação dos hospitais de campanha, algo que ocorreu por todo o Brasil nos meses finais de 2020, 81,4% dos entrevistados acreditam que a decisão foi equivocada.

Enquanto a relação de casos de Covid-19 entre os 209 milhões de brasileiros é de 4,3%, a razão entre os médicos da linha de frente pesquisados é de 23,4%.

Quanto à vacinação contra a Covid-19, 97,5% dos médicos pretendem ser vacinados contra o novo coronavírus e prescreverão a imunização para seus pacientes.

Pelo menos 25% dos médicos entrevistados ainda acreditam que a cloroquina e a ivermectina são medicamentos eficazes para os sintomas iniciais da Covid. E 15% apostam na ivermectina, um vermífugo, como prevenção. Estudos científicos já demonstraram que estes remédios, para tratamento da malária e verme, respectivamente, não funcionam para prevenir ou tratar a Covid-19 e, por isto, são condenados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para uso contra o coronavírus.

Pesquisa anterior da Associação Paulista de Medicina (APM) mostrou que, em abril do ano passado, ainda sob o comando de Luiz Henrique Mandetta e com o país com pouco mais de 2.000 mortos, a aprovação da gestão da Saúde era de 72%.

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