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Macron dissolve parlamento após extrema direita vencer eleições da UE

  • 9 de jun. de 2024
  • 2 min de leitura

Emmanuel Macron, presidente da França (Aurelien Meunier/Getty Images)

O presidente francês Emmanuel Macron anunciou a dissolução do Parlamento neste domingo (9) e o adiantamento das eleições para 30 de junho, após a aliança de Macron, liderada pelo partido Renascimento (de centro direita), perder na eleição do Parlamento Europeu para a sigla de extrema direita Reagrupamento Nacional.


"Vou dissolver a Assembleia Nacional esta noite. Em breve assinarei um decreto convocando novas eleições parlamentares, cujo primeiro turno ocorrerá em 30 de junho e o segundo em 7 de julho", disse o presidente em mensagem pela TV.


A extrema direita francesa obteve 32% dos votos, enquanto a aliança capitaneada pelo partido de Macron ficou em segundo lugar com 15,4%. O terceiro lugar ficou com a coligação do Partido Socialista e do Place Publique, com 13,9%. A França Insubmissa, por sua vez, ficou em quarto lugar com 9,3% dos votos.


A lista do partido Reagrupamento Nacional é encabeçada por Jordan Bardella, de 28 anos. A legenda de extrema direita foi fundada por Jean-Marie Le Pen e atualmente tem como principal líder sua filha Marine Le Pen, candidata derrotada por Macron nas eleições presidenciais de 2022.


Macron afirmou que "a ascensão de nacionalistas e demagogos é um perigo não só para nossa nação, mas também para a Europa e para o lugar da França na Europa e no mundo".


A eleição para o Parlamento Europeu acontece da seguinte forma: cada um dos 27 países do bloco escolhe seus eurodeputados. O tamanho da bancada é relativo à população do país. A partir da eleição deste ano, a França passou a possuir 81 cadeiras na casa.


Também no anúncio televisionado, Macron disse que: "A principal lição é clara: não é um bom resultado para os partidos que defendem a Europa, incluindo a maioria presidencial".


Com o sucesso eleitoral, Jordan Bardella pediu a Macron durante discurso realizado em Paris por novas eleições parlamentares francesas.


"O presidente da República não pode ficar surdo à mensagem enviada esta noite pelo povo francês [...] Pedimos-lhe solenemente que reconheça esta nova realidade política [...] e organize novas eleições parlamentares."


Marine Le Pen saudou a decisão de Macron e anunciou a disponibilidade de seu partido para tomar o poder.


"Estamos prontos para governar, estamos prontos para acabar com esta imigração em massa, para tornar o poder de compra uma prioridade, estamos prontos para reanimar a França", afirmou Le Pen a apoiadores.


Com informações da Sputnik

 
 
 

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