Mais de 30 países iniciam vacinação. Brasil é incógnita


(Reprodução)

Mais de 30 países já iniciaram a imunização de suas populações contra a Covid-19. Depois da China e do Reino Unido, seguidos da Rússia, Estados Unidos, Canadá, Suíça, México, Chile e Costa Rica, que começaram a aplicação das primeiras doses das vacinas na última semana, países da União Europeia, como França, Portugal, Itália e Espanha iniciaram a imunização neste domingo. No sábado, Alemanha, Hungria e Eslováquia, integrantes do bloco, também começaram a imunizar os primeiros grupos de prioridade. Na Argentina - anunciada pelo presidente Alberto Fernández - a vacinação começará na terça-feira (29), enquanto no Brasil o início do Plano Nacional de Imunização ainda é uma incógnita.

Na guerra sem vencedores, travada entre o presidente Jair Bolsonaro e o governador João Doria, São Paulo deve começar a imunização no dia 25 de janeiro com a vacina da farmacêutica chinesa Sinovac, mas dependerá ainda da autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) depois que entregar o resultado dos estudos clínicos. E deverá ocorrer independentemente do governo federal, que estima que a vacinação no país será possível em meados de fevereiro, a depender ainda da aprovação de imunizantes como o britânico da Astrazeneca, principal aposta do governo Bolsonaro, que aportou um investimento de R$ 1,65 bilhão na parceria da farmacêutica com a Fiocruz.

Enquanto o Brasil patina, países da América Latina e da Europa se movimentam para imunizar uma grande parte de suas populações o mais rápido possível.

Noruega, Áustria, Finlândia, Croácia, Grécia, Bélgica, Bulgária, Polônia, República Tcheca, Dinamarca, Sérvia e Chipre também já estão vacinando suas populações.

'Dá bola'

Um dia depois de dizer que "não dá bola" para o fato de outros países já estarem adiantados em relação ao Brasil, o presidente Jair Bolsonaro disse neste domingo que tem pressa em obter a vacina e que aguarda que os laboratórios apresentem o pedido de "uso emergencial ou registro" junto à Anvisa. "

"Temos pressa em obter uma vacina, segura, eficaz e com qualidade, fabricada por laboratórios devidamente certificados. Mas a questão da responsabilidade por reações adversas de suas vacinas é um tema de grande impacto, e que precisa ser muito bem esclarecido", escreveu o presidente da República em uma rede social, como se os países que aprovaram as vacinas que estão sendo usadas agissem de forma diferente do normal.

A Europa firmou contratos com uma série de farmacêuticas além da Pfizer/BioNTech, incluindo a americana Moderna e a britânica AstraZeneca, para um total de mais de dois bilhões de doses de vacina e definiu uma meta para que todos os adultos sejam imunizados durante o ano de 2021.

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