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Mais de 63 milhões de brasileiros têm contas em atraso


(Reprodução)

Com inflação e taxa de juros nas alturas, mais de 63 milhões de brasileiros estão com dificuldade de pagar dívidas. O número, o maior em oito anos, faz parte de um levantamento feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e do Serviço de Proteção ao Crédito.


De acordo com o levantamento, na comparação com o mês de julho do ano passado o endividamento dos brasileiros subiu 16,5% e o número de pessoas que estão devendo há mais de três meses aumentou quase 40%.


Quase metade das pessoas que não estão conseguindo pagar suas contas tem dívidas de até R$ 1 mil.


As dívidas com os bancos representam 60% do total, enquanto o restante fica com o comércio e as contas de água e luz.


Segundo o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro - em entrevista ao Jornal Hoje, da Globo -, a inflação tem sido atualmente o principal agente causador dessa inadimplência.


Pellizzaro explica que "o orçamento livre das pessoas, aquele orçamento fora a parte essencial que é aluguel, alimento, energia, transporte, escola, farmácia, aquela parte livre foi corroída, foi praticamente eliminada do orçamento das famílias, deixando muito pouco recurso para honrar os pagamentos que haviam sido feitos sob outro cenário”.


Há onze meses o brasileiro convive com inflação (anual) acima de dois dígitos - superior a 10%. É o período mais longo desde 2003 com a inflação nesse patamar.


No início de agosto, o Banco Central elevou a taxa básica de juros pela décima segunda vez consecutiva e já atinge 13,75% (ao ano). Desde o primeiro aumento, em março de 2021, a taxa já subiu 11,75 pontos percentuais, o maior choque de juros desde 1999.

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