Malafaia vira réu no STF por chamar generais do Exército de 'frouxos' e 'covardes'
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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (28) tornar o pastor Silas Malafaia réu pelo crime de injúria contra o comandante do Exército, general Tomás Paiva, e outros generais da corporação.
Malafaia foi denunciado por injúria e calúnia pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por falas proferidas durante uma manifestação na avenida Paulista, em São Paulo, e ainda divulgou nas redes sociais, em postagem com mais de 300 mil visualizações.
Em abril de 2025, do alto do carro de som durante o ato convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para pressionar por anistia aos envolvidos nos ataques do "8 de Janeiro", o pastor chamou generais de quatro estrelas de "cambada de frouxos", "covardes" e "omissos". Ele também afirmou que os militares “não honram a farda que vestem”.
“Cadê esses generais de quatro estrelas, do Alto Comando do Exército? Cambada de frouxos, cambada de covardes, cambada de omissos. Vocês não honram a farda que vestem. Não é para dar golpe, não, é para marcar posição”, afirmou.
O placar da votação ficou empatado em 2 votos a 2 e favoreceu o pastor bolsonaista. Os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram pelo recebimento da denúncia pelos crimes de injúria e calúnia, conforme solicitação da PGR. No entanto, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia entenderam que Malafaia deveria responder somente por injúria.
Diante do impasse, os ministros aplicaram o entendimento de que o réu deve ser favorecido quando ocorre um empate na votação. Dessa forma, o pastor virou réu somente pelo crime de injúria.
Durante a tramitação do processo, a defesa de Malafaia disse que ele usou “palavras fortes” para criticar os generais de forma genérica, sem citar nominalmente Tomás Paiva.









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