Manifestação em Brasília pede anistia a golpistas do 8 de Janeiro
- 7 de mai. de 2025
- 2 min de leitura

Três dias depois de ficar 21 dias internado, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) participou de uma manifestação na tarde desta quarta-feira (7) para pedir anistia aos condenados por tentar um golpe de Estado no país, que culminou com os atos violentos de 8 de janeiro de 2023. O ato, puxado por um trio elétrico, começou pouco depois das 16h, na Torre de TV, e percorreu a região central da capital federal até a Esplanada dos Ministérios, onde foi encerrado por volta das 17h40.
Além de Bolsonaro, a manifestação contou com a presença do pastor Silas Malafaia, organizador do ato, da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e de mais de uma dezena de parlamentares aliados.
Na manifestação, Bolsonaro defendeu que a anistia é um ato privativo do Parlamento.
A manifestação ocorreu na mesmo dia em que a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) aprovou um projeto que pretende suspender a íntegra da ação penal contra o núcleo principal da trama golpista denunciada no Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo Jair Bolsonaro e o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ). A CCJ da Câmara é um reduto de parlamentares da oposição ao governo Lula (PT). O texto ainda precisa ser aprovado pelo plenário da Casa.
A posição da cúpula do Congresso Nacional, atualmente, é contrária a qualquer anistia de condenados ou investigados pela tentativa de golpe.
Bolsonaro participou do ato três dias após alta hospitalar. Ele esteve internado por três semanas depois de se submeter a uma cirurgia no intestino.
A Polícia Militar, até o momento, não deu estimativa de público. O ato ocupou cerca de duas faixas do Eixo Monumental. Os manifestantes, em sua maioria, usavam camisetas da seleção brasileira e portavam cartazes e faixas pedindo anistia aos golpistas.
Bolsonaro é réu por tentativa de golpe
A Primeira Turma do STF decidiu tornar réus o ex-presidente Bolsonaro e mais 20 aliados por tentativa de golpe em 2022. Os cinco ministros votaram para aceitar a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).









Comentários