Martine Grael é ouro com Kunze: 'eu sou do Rio, de Niterói'


(Foto: Divulgação/COB)

A dupla brasileira Martine Grael e Kahena Kunze conquistou o bicampeonato olímpico da classe 49er FX da vela no início da madrugada desta terça-feira (3) na Marina de Enoshima. A confirmação do ouro na Olimpíada de Tóquio (Japão), com 76 pontos perdidos, veio com a terceira colocação na regata da medalha.

A dupla da Alemanha Tina Lutz e Susann Beucke fechou a prova desta terça na quinta colocação, e ficou com a medalha de prata, com 83 pontos perdidos. As holandesas Annemiek Bekkering e Annette Duetz foram a nona melhor dupla na regata decisiva e fecharam o pódio, conquistando o bronze com 88 pontos perdidos.

Antes da prova final, a dupla holandesa liderava com 70 pontos, as brasileiras apareciam em segundo também com 70 e as alemãs vinham logo atrás com 73 pontos. A regata da medalha ofereceu pontuação dobrada em relação às provas tradicionais e teve duração de 20 minutos, dez a menos que as outras 12 disputadas anteriormente. Nessa regata decisiva, a dupla primeira colocada perdeu 2 pontos. Aquelas que ficaram em segundo lugar perderam 4 pontos, e assim por diante.

De Niterói

Timoneira do barco olímpico, Martine contou que, por ser do Rio, de Niterói, o conhecimento da Baía de Guanabara ajudou a dupla a identificar "uma diferença de corrente" que levou a dupla ao pódio.

“Eu dei uma olhada no píer, onde estavam torcendo, antes de a gente descer com o barco, e vi uma diferença de corrente bem grande. Eu sou do Rio, de Niterói, conheço bem a Baía de Guanabara, e sabemos que a diferença de corrente favorece um lado ou outro”, disse a brasileira, filha do também velejador Torben Grael, que chefia a equipe de vela em Tóquio e cinco vezes medalhista em Olimpíadas, duas de ouro.

“Conseguimos ir bem livre na direita e acho que ter ido rápido e livre foi a chave hoje porque estava com pouco vento. Se você fica no bolo, acaba não tendo muito o que fazer”, explicou Martine, citada pela Folha.

Martine e Kahena têm 30 anos e cresceram juntas nas regatas da baía da Guanabara, após a família de Kahena se mudar de São Paulo para o Rio de Janeiro.


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