Mendonça autoriza uso de jatinho da PF para levar Vorcaro a depoimento
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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal (PF) a realizar o deslocamento do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para prestar depoimento à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado na próxima terça-feira (10).
O ministro atendeu ao pedido do presidente da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), para que a corporação seja responsável pelo transporte do banqueiro, que é investigado pela PF pelas fraudes que envolvem o Master e está sob monitoramento de tornozeleira eletrônica.
Pela decisão de Mendonça, a PF poderá decidir se a viagem de Belo Horizonte, onde Vorcaro reside, para Brasília será feita na aeronave da corporação ou em voo comercial. O deslocamento em jatinho particular foi proibido pelo ministro.
Na semana passada, André Mendonça decidiu que Daniel Vorcaro não é obrigado a comparecer a depoimentos que estavam agendados na CAE e na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
Após a decisão, Vorcaro decidiu que vai comparecer somente ao depoimento marcado na CAE.
Em novembro de 2025, o banqueiro e outros acusados foram alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para investigar a concessão de créditos falsos pelo Banco Master, incluindo a tentativa de compra da instituição financeira pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao governo do Distrito Federal.
De acordo com as investigações preliminares, as fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões.
Lulinha
A pedido da PF, o ministro André Mendonça ordenou a quebra do sigilo bancário, fiscal e de telecomunicações de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão ocorre também no âmbito das investigações de fraudes envolvendo benefícios do INSS.
A defesa de Fábio Luís classificou a medida como "desnecessária", afirmando que seu cliente sempre esteve disposto a cooperar voluntariamente. Os advogados negam qualquer envolvimento do empresário em crimes ou irregularidades.
Em dezembro passado, de acordo com matéria do Globo, a PF informou ao ministro do Supremo que apurava citações a Fábio Luís no inquérito. No relatório, a PF informava que o filho do presidente "em tese, poderia atuar como sócio oculto" Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A PF ressalvou, no entanto, que não "há indícios" de que ele "esteja diretamente envolvido nas condutas relativas aos descontos associativos fraudulentos".
Nesta quinta-feira (26), a CPMI do INSS também aprovou a quebra dos sigilos do filho de Lula. A sessão foi marcada por tumulto e confrontos físicos entre parlamentares da oposição bolsonarista e do governo, após a inclusão da medida contra Fábio Luís na lista de 87 requerimentos aprovados em bloco. Parlamentares alinhados com o governo acusam a cúpula da CPMI de fraude nos resultados da votação. De acordo com governistas, o grupo tinha maioria na sala, com 14 integrantes entre os 21 presentes e, ainda assim, a presidência da comissão teria contabilizado apenas sete parlamentares da base como participantes da votação. Aguarda-se, agora, deliberação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) sobre a validade da votação.










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