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Mensagens ligam deputado preso no RJ a atos violentos, diz PF

  • há 1 hora
  • 2 min de leitura

Deputado estadual Thiago Rangel (Avante), durante sessão na Alerj (Foto: Alerj/Divulgação)
Deputado estadual Thiago Rangel (Avante), durante sessão na Alerj (Foto: Alerj/Divulgação)

A Polícia Federal encontrou mensagens com menções a atos violentos no celular do deputado estadual Thiago Rangel (Avante), preso nesta terça-feira (5) na quarta fase da Operação Unha e Carne, que investiga uma suposta organização criminosa que fraudava contratos de compra de materiais e prestação de serviços, como obras para reformas de escolas da rede estadual, no âmbito da Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro.


Policiais federais cumpriram sete mandados de prisão e 23 mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio, Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana. As ordens judiciais foram expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).


Durante as investigações, a PF interceptou conversas entre o deputado e outros acusados do grupo.


Na decisão que autorizou a prisão do parlamentar, o ministro apontou mensagens enviadas pelo Whatsapp com menções a "atos violentos" e intimidação.


Em 2021, em uma das mensagens enviadas a Fábio Pourbaix Azevedo, braço direito do deputado, Thiago Rangel afirmou que "vou dar um jeito nele" e sugeriu “mandar uma surpresa” a um homem identificado como Felipe, acrescentando: "depois de 12 tiros no portão o recado está dado"..


Em outra conversa captada pelos investigadores, em 2022, os interlocutores discutem uma ação para afastar um alvo. Um deles diz: "temos que arrancar a cabeça dele sem dar direito para ele", enquanto outro responde: "vamos avaliar o melhor momento e tirar".


Há ainda menções a um plano de intimidação com ataque ao carro da vítima. Em diálogo com o deputado do Avante, um aliado afirma: "o moleque vai bater na cara dele, vai dar tiro no carro dele".


Foto de dinheiro

A PF também encontrou uma foto de maços de dinheiro no celular do deputado. Segundo as investigações, a imagem foi enviada pelo investigado Luis Fernando Passos após informar que um contrato havia sido assinado.


“Por sua vez, no dia 20 de setembro de 2024, às 14h51min06s, Luis Fernando enviou ao deputado Thiago Rangel uma imagem contendo cédulas de dinheiro em espécie, seguida da mensagem: Guardado”, informou a PF.


Aliado de Rodrigo Bacellar

Com base eleitoral em Campos dos Goytacazes, Thiago Rangel, de 39 anos, é aliado de primeira hora do ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar (União), preso na terceira fase da Operação Unha e Carne, acusado de vazar informações de uma operação da Polícia Federal contra o Comando Vermelho para o principal alvo da ação: o então deputado Thiego Raimundo de Oliveira Santos, o TH Joias.


Em 2024, Thiago Rangel foi o alvo da Operação Postos de Midas que investigava um esquema de lavagem de dinheiro que usava postos de combustíveis para camuflar recursos desviados de licitações fraudulentas.


O deputado é pai de Thamires Rangel (PMB), que foi eleita vereadora de Campos em 2024, aos 18 anos. Em 2025, ela foi nomeada pelo então governador Cláudio Castro (PL) para ocupar o cargo de subsecretária adjunta da Secretaria estadual do Ambiente e Sustentabilidade.


Defesa

Em nota à imprensa, a defesa do deputado estadual Thiago Rangel disse que o parlamentar nega a prática de atos ilícitos e prestará os esclarecimentos necessários durante a investigação.

 
 
 

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