Michelle e Flávio direcionaram patrocínio milionário da Caixa


(Reprodução)

A primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) atuaram em um esquema que direcionou mais de R$ 50 milhões em verbas de publicidade e patrocínio da Caixa Econômica Federal (CEF). O parlamentar seria o responsável pelo direcionamento de cerca de 57% do total de R$ 87,5 milhões investidos pelo banco em patrocínios entre janeiro e agosto deste ano. Já a primeira-dama aplicou o direcionamento de patrocínios em Organizações Não Governamentais (ONGs). A informação foi publicada pela revista Crusoé.

Durante um bom tempo, as ONGs foram um dos principais alvos dos discursos do presidente Jair Bolsonaro. Desde o início de sua campanha presidencial em 2018, Bolsonaro já atacava as ONGs. Ele chegou a afirmar que não daria nem um centavo para estas entidades, e no ano passado chamou de “câncer” ONGs que atuam na Amazônia.

A Confederação Brasileira de Ginástica, presidida por Maria Luciene Cacho Resende e representada por Ricardo Cacho Resende, filho dele e amigo do filho 01 do presidente, foi um dos beneficiados pelo direcionamento de recursos. A entidade recebeu patrocínio de R$ 30 milhões, o maior repassado pela entidade em 2021.

No caso de Michelle, a primeira-dama aplicou o direcionamento de patrocínios em ONGs que têm ligação com igrejas evangélicas.

A Associação Beneficente Criança Cidadã, por exemplo, recebeu R$ 1,75 milhão em 2019 e R$ 2,2 milhões em abril deste ano. O primeiro deles foi creditado um mês após encontro de Myrna Salsa da Nóbrega Targino, presidenta da ONG, com Michele, em novembro de 2019.

Em troca, a primeira-dama recebeu o título de "madrinha" da entidade.

Esta não é a primeira denúncia apontando a influência de Michelle na Caixa. Na semana passada, a mesma revista mostrou que ela conseguia liberação de créditos do banco estatal para empresários próximos do círculo presidencial, que, com o privilégio da recomendação, eram prontamente atendidos.

300x250px.gif
728x90px.gif