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Miliciano mais procurado do Rio preso 'tem muito a dizer', diz Cappelli


O miliciano mais procurado do Rio de Janeiro, Luis Antonio da Silva Braga, conhecido como Zinho, se entregou na noite deste domingo (24), véspera de Natal, na Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro. Foragido desde 2018 e considerado o "Número Um" das milícias no estado, Zinho comandou as recentes ações criminosas que pararam a zona oeste da Capital com mais de 30 ônibus queimados.


Em entrevista ao Globo, nesta segunda-feira, o secretário executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Cappelli, afirmou que o criminoso tem "conexões poderosas" e ainda "tem muito a dizer" às autoridades.


"Uma milícia como essa não se estabelece no Rio de Janeiro, dominando quase um terço do território da cidade, sem conexões poderosas. Então, o Zinho tem muito a dizer. E a gente espera que ele fale", disse Cappelli, acrescentando que "fica claro que Zinho optou por não correr o risco de ter o mesmo destino de seu sobrinho e também de seu próprio irmão, o Ecko" - ambos mortos em confrontos com policiais.


Zinho tem pelo menos 12 mandados de prisão em seu nome, expedidos pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Entre as acusações, o uso de carros clonados para localizar e executar rivais, o mandante do assassinato do ex-vereador Jerônimo Guimarães Filho, o Jerominho, em agosto do ano passado - o motivo do crime seria uma disputa de território, já que Jerominho era apontado como um dos fundadores da milícia na região.-, e o comando de um esquema milionário de lavagem de dinheiro.


A prisão do criminoso foi negociada entre os advogados de Zinho, a Polícia Federal e a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro.


Da Polícia Federal, Zinho foi conduzido ao Instituto Médico Legal (IML) para exames de corpo de delito e seguiu para o Presídio José Frederico Marques, em Benfica.


A prisão do líder miliciano ocorre seis dias após uma operação da PF que cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados à deputada estadual Lucinha (PSD). Na casa da parlamentar, chamada de "Madrinha" por Zinho, foram encontrados documentos que confirmariam a participação e a articulação política de Lucinha na milícia.


“Essa é mais que uma vitória das polícias e do plano de segurança, mas da sociedade. A desarticulação desses grupos criminosos com prisões, apreensões e bloqueio financeiro e a detenção desse mafioso provam que estamos no caminho certo”, disse, em nota, o governador Cláudio Castro.


O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, comentou a prisão de Zinho.


“Registro mais um importante resultado do trabalho sério e planejado que está sendo executado no Rio de Janeiro e em outros estados no combate às facções criminosas. No fim da tarde deste domingo, 24/12, a Polícia Federal, com apoio da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, efetuou a prisão do miliciano mais procurado do estado do Rio de Janeiro. O preso - que estava foragido desde 2018 - é considerado o líder da milícia que atua na zona oeste da cidade. O preso se apresentou aos policiais federais da Delegacia de Repressão a Drogas (DRE/PF/RJ) e do Grupo de Investigações Sensíveis e Facções Criminosas da Polícia Federal (GISE/PF)”, escreveu Dino no X (antigo Twitter).

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