Militar preso com cocaína em avião da FAB ainda recebe salário


Os 39 kg de cocaína apreendido em avião da FAB em julho de 2019 (Foto: Guarda Civil de Sevilla)

O segundo-sargento Manoel Silva Rodrigues, preso desde julho de 2019 na Espanha ao ser flagrado transportando 39 kg de cocaína na bagagem de um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) que dava apoio à comitiva presidencial de Jair Bolsonaro, segue recebendo recebendo normalmente seus honorários como militar da ativa.

O militar foi condenado a seis anos de prisão, mas ainda consta como sendo da ativa no Brasil, com salário mensal na faixa de R$ 7 mil brutos, segundo informação do Globo.

Em junho deste ano, segundo o Portal da Transparência, ele recebeu R$ 9.975 líquidos. O salário veio com um bônus referente a uma gratificação natalina de R$ 3 mil.

De junho de 2019 até agosto de 2021, o militar recebeu pelo menos R$ 180 mil dos cofres públicos.

A FAB afirma que o militar só será expulso e terá os honorários anulados quando houver uma condenação definitiva contra ele.

PF faz busca contra o tráfico em aviões da FAB

Na última quarta-feira (22), a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão, no Distrito Federal, em uma operação contra tráfico de drogas em aviões da FAB. A chamada operação Quinta

Coluna teve início após a prisão do segundo-sargento Manoel Silva Rodrigues na Espanha. A ação apura a atuação de associação criminosa formada para enviar drogas para a Europa a partir de aeronaves militares. Segundo apurou a TV Globo, um dos alvos da operação foi preso em flagrante por posse de drogas na casa dele. O homem, que não é militar, foi levado para a superintendência da PF em Brasília.

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