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Ministra celebra marca de R$ 55 bi de investimentos na ciência

  • há 12 horas
  • 2 min de leitura

Ministra Luciana Santos debate na 78ª Reunião Anual da SBPC, em Niterói (Reprodução)
Ministra Luciana Santos debate na 78ª Reunião Anual da SBPC, em Niterói (Reprodução)

Em discurso na 78ª Reunião Anual da SBPC, em Niterói (RJ), a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, afirmou que a ciência é “pilar de um projeto de nação e de soberania nacional”. Ela apresentou os desdobramentos da 5ª Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia, que mobilizou mais de 100 mil pessoas e culminou na nova Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI) para a década 2024-2034.


O plano se estrutura em quatro eixos: expansão e integração do Sistema Nacional de CT&I, reindustrialização e novas bases tecnológicas, projetos estratégicos de soberania e CT&I voltada ao desenvolvimento social. A meta central do documento é elevar os investimentos nacionais em pesquisa e desenvolvimento para 2% do PIB até 2034.


R$ 55 bilhões e o paradoxo fiscal

A ministra celebrou a recomposição do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), que garantiu R$ 55 bilhões em investimentos nos últimos três anos e meio, após ter sido totalmente descontingenciado por decisão política em 2023.


Luciana destacou a recente vitória no STF, conquistada por apenas um voto com o apoio do ministro Flávio Dino, que barrou tentativas de extinguir o fundo. No entanto, alertou para um “paradoxo estruturante”: com o crescimento da economia, a arrecadação do fundo (via CIDE) aumenta, mas as regras do arcabouço fiscal comprimem o orçamento discricionário do ministério, exigindo um debate urgente para desamarrar o fomento à ciência.


Inovação 100% nacional e inclusão

Para combater a dependência tecnológica, Luciana elencou conquistas como a vacina 100% brasileira contra a Covid, o ônibus elétrico nacional, o barco voador para a Amazônia e testes moleculares para predição de câncer de mama. No campo da infraestrutura, destacou o Sirius, o laboratório de biossegurança Héron, o projeto AmazonFACE e os futuros computadores quânticos na Paraíba.


A ministra também enfatizou a dimensão social da ciência, revelando que R$ 1,7 bilhão foram destinados a iniciativas para mulheres no setor, e defendeu a integração dos saberes de povos indígenas e comunidades tradicionais como caminho para um desenvolvimento verdadeiramente sustentável e inclusivo.


Após a ministra, Helena Nader, presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), reforçou a transversalidade da ciência, alertando que, sem financiamento robusto via FNDCT, não haverá avanços em saúde ou educação. Nader também criticou as amarras macroeconômicas defendendo que a comunidade científica deve continuar lutando para que a ciência não seja sacrificada no orçamento.


Francilene Garcia, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) cobrou do Congresso Nacional o fim da lógica que trata a ciência como “gasto” e não como investimento estruturante de Estado.


Fonte: Vermelho

 
 
 
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