Ministro da Educação quer segregar alunos deficientes

Atualizado: 20 de ago. de 2021


(Foto: Divulgação)

Depois de dizer que “universidade deve ser para poucos” e que alunos "com deficiência atrapalham os demais”, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, piorou ainda mais a avaliação. Nesta quinta-feira (19), o ministro afirmou que 12% dessas crianças, nas escolas públicas, “têm um grau de deficiência que é impossível a convivência”.

“Em vez de simplesmente jogá-los dentro de uma sala de aula pelo 'inclusivismo', nós estamos criando salas especiais para que essas crianças possam receber o tratamento que merecem e precisam”, afirmou.

A declaração de Milton Ribeiro ocorreu após a reinauguração do Museu do Homem do Nordeste, da Fundação Joaquim Nabuco, em Recife (PE). Questionado sobre a entrevista transmitida no dia 9 de agosto, ele afirmou que a repercussão dada às frases é "questões políticas".

O presidente do Instituto Rodrigo Mendes, Rodrigo Hübner Mendes, criticou a frase do ministro.

"O Ministro insiste em demonstrar que não está à altura do cargo. Pensar e afirmar que alguma criança do planeta é de convívio impossível revela uma profunda intolerância e ignorância técnica sobre o tema. Não tem mais como tentar consertar. Deveria dar a oportunidade para outra pessoa assumir essa estratégica posição para o país", afirmou.

A fala do ministro da Educação provocou uma reação dura do senador Romário (PL-RJ), pai de Ivy, de 15 anos, que tem síndrome de Down. O ex-jogador de futebol fez uma série de postagens e afirmou que "somente uma pessoa privada de inteligência, aqueles que chamamos de imbecil, podem soltar uma frase como essa. Eles existem aos montes, mas não esperamos que estes ocupem o lugar de ministro da Educação de um país".

O ministro respondeu, dizendo que "é muito deselegante quando um representante do parlamento se dirige desta maneira a um ministro de estado, ainda mais com base em uma frase tirada do contexto".

A resposta do ministro provocou nova reação do parlamentar.


A deputada federal Natália Bonavides (PT-RN), que é advogada popular e militante dos direitos humanos e dos movimentos sociais, destacou que o ministro “calado é um poeta” e reforçou que ele “vomitou mais um preconceito hoje”. “Ministro, impossível é conviver com gente como você”, ressaltou.


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