Ministro da Educação defende 'universidade para poucos'


Volta ao passado: ministro da Educação defende unisversidade para poucos (Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Em entrevista ao programa Sem Censura da TV Brasil, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, afirmou que reitores das universidades federais não podem ser "esquerdistas nem lulistas" e disse que antes de se "preocupar com a conectividade" vai priorizar escolas sem água encanada, esgoto tratado e energia elétrica, segundo o jornal O Globo. "Alguns optaram por visões de mundo socialistas. Não precisa ser bolsonarista. Mas não pode ser esquerdista, nem lulista. Reitor tem que cuidar da educação e ponto final. E respeitar todos que pensam diferente. As universidades federais não podem se tornar comitê político, nem direita, muito menos de esquerda", declarou o ministro na entrevista citada pela mídia. O ministro ainda defendeu a educação técnica e afirmou que os institutos federais, com cursos profissionalizantes de nível técnico, serão as "grandes vedetes do futuro". "A universidade, na verdade, deveria ser para poucos nesse sentido de ser útil à sociedade. Tem muito engenheiro dirigindo Uber." Ainda na mesma entrevista, Ribeiro declarou que sua prioridade será escolas sem água encanada, esgoto tratado e energia elétrica antes de resolver a falta da conectividade. "Tenho 3.440 escolas públicas sem água, 8.527 sem saneamento, 3.817 sem energia elétrica. Isso não quer dizer que vou virar as costas para a conectividade. Mas tenho que ter prioridades e essas são as minhas. O aluno da grande cidade tem condição bem melhor do que as 54 mil escolas rurais que tenho no Brasil. Além disso, nosso sinal de internet é muito rústico. Imagine o povo no meio rural. Vai por o tablet de enfeite na prateleira. Não vão ter o que fazer", afirmou. O Brasil tem cerca de 138 mil escolas públicas. Ribeiro declarou entende que o Enem é muito democrático porque mais de 50% dos inscritos são gratuitas, segundo a mídia. "O Enem é uma prova caríssima. Não é para todo mundo. Não dá. O Enem é uma prova caríssima. Queremos que ela seja uma prova bem feita. Mas tem muita gente que pela gratuidade nem comparece. E então a gente gasta com impressão, correção que já contratei, local de prova. Dinheiro público desperdiçado. Esses tiveram que pagar."


Com Sputnik Brasil

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