Ministro da Saúde faz gesto obsceno para manifestantes


(Reprodução)

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fez um gesto obsceno para manifestantes que protestaram contra o presidente Jair Bolsonaro em Nova Iorque na noite de segunda-feira (20). A atitude inédita de desrespeito ocorreu quando o ministro já se encontrava dentro da van que transportava a comitiva presidencial na saída de uma recepção. Ao ser confrontado com protestos, Queiroga se levantou da poltrona e apontou enfaticamente o dedo do meio para o grupo de manifestantes, num gesto que dispensa explicações. O grupo de brasileiros que gritavam palavras de ordem contra o presidente, chamando de "genocida" e "assassino", retribuiu com xingamentos e gestos obscenos. Assista ao vídeo no final da matéria.

Bolsonaro enfrenta protestos desde que chegou aos Estados Unidos no domingo para participar da 76ª Assembleia Geral das Organizações das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira (21). Na ocasião, o presidente entrou pela porta dos fundos do hotel onde está hospedado para evitar o grupo contrário a seu governo. Bolsonaro também protagonizou outra cena vexatória ao comer pizza na rua junto com integrantes da comitiva, por não ter autorização para entrar em restaurantes, já que não possui o comprovante de vacinação. Até o prefeito de Nova Iorque, Bill de Blasio, criticou a ida do presidente brasileiro aos EUA sem se vacinar. "Se você não quer se vacinar, não se dê o trabalho de vir", disse, em entrevista a uma emissora de televisão local.

Mais constrangimento

Único entre os chefes de Estado do G-20 presentes na assembleia da ONU que não tomou a vacina contra a covid-19, Bolsonaro passou por situação constrangedora ao receber do Primeiro-Ministro do Reino Unido, Boris Johnson, a recomendação para tomar o imunizante de Oxford/AstraZeneca, desenvolvido no Reino Unido e produzido no Brasil pelo Bio-Manguinhos, na Fiocruz.

“É uma ótima vacina. Tomem a vacina da AstraZeneca”, disse o líder britânico, que ainda acrescentou: “Eu tomei duas vezes”.

Johnson, então, ficou olhando para Bolsonaro, esperando uma resposta do presidente brasileiro. Bolsonaro, então, reagiu encabulado: “Eu não. Ainda não. Eu tive a covid. Estou com a taxa de imunização muito alta. Eu sempre estive no meio do povo [bolsonarista]”.


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