Moraes mantém preso homem que ameaçou Lula e ministros do STF


O bolsonarista Ivan Rejane Fonte Boa Pinto, preso na última sexta-feira (22) por fazer ameaças ao ex-presidente Lula, a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e políticos de esquerda como o deputado Marcelo Freixo (PSB), candidato ao governo do Rio, e à deputada Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, vai permanecer mais cinco dias na prisão. A decisão foi tomada nesta terça-feira (26) pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, atendendo a um pedido da Polícia Federal visando aprofundar as investigações, uma vez que as provas colhidas no celular e no computador de Ivan Pinto não foram completamente analisadas.

A PF alegou que a liberdade de Ivan "poderá ensejar sérios prejuízos à investigação, com possível supressão de provas, que podem ser localizadas com o término da análise do material apreendido ou mesmo a comunicação com outros membros do grupo, que ainda não foram identificados, causando a ineficácia das medidas investigativas". A decisão de Moraes teve o aval da Procuradoria-Geral da República.

“Entendo, portanto, a pertinência da medida, imprescindível para que a autoridade policial avance na análise do material apreendido e na elucidação das infrações penais atribuídas à associação criminosa em toda a sua extensão; bem como analise se há nas informações contidas nos bens e documentos recolhidos elementos que possam ensejar a realização de novas atividades investigativas, além de mitigar as oportunidades de reações indevidas e impedir a articulação com eventuais outros integrantes da associação, que obstruam ou prejudiquem a investigação”, escreveu Moraes no despacho que prorrogou a prisão temporária.

O ministro ressaltou ainda que o investigado, no dia da prisão, publicou novo vídeo reiterando as ameaças à segurança e a honorabilidade do Supremo.

"Neste novo vídeo, há referência expressa ao art. 142 da Constituição Federal e à possibilidade de rompimento institucional do Estado Democrático de Direito, também se vislumbrando como possível a configuração do delito de incitação ao crime", escreveu.

Na decisão em que decretou a prisão, Moraes afirmou que "os fatos apurados revelam que Ivan Rejane Fonte Boa Pinto utiliza suas redes sociais e aplicativos de mensagens para propagar e arregimentar pessoas para seu intento criminoso".

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