Moraes ordena preventiva de bolsonarista que ameaçou Lula e STF


(Reprodução)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou a prisão preventiva de Ivan Rejane Fonte Boa Pinto, que fez ameaças nas redes sociais contra ministros da Corte, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e outros políticos de esquerda, como Marcelo Freixo (PSB), candidato ao governo do Rio, e Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT. A determinação ocorreu após a vice-procuradora-Geral da República pedir a prisão domiciliar do bolsonarista, com uso de tornozeleira eletrônica.

Ivan foi preso no último dia 22 em Belo Horizonte, após publicar três vídeos, nos quais ameaçava "caçar" os alvos apontados por ele. Na terça-feira passada, Moraes havia prorrogado a prisão temporária por cinco dias, a pedido da Polícia Federal. Na sequência, a PGR, através da vice-procuradora Lindôra Araújo, defendeu junto ao STF a prisão domiciliar do bolsonarista. Segundo ela, "não obstante a gravidade das condutas perpetradas" por Ivan, "medidas cautelares diversas da prisão preventiva são suficientes para impedir a reiteração delitiva e assegurar a eficácia da investigação".

No entanto, Moraes considerou a prisão preventiva necessária para a "garantia da ordem pública e conveniência da instrução criminal", em função da "efetiva cooptação de terceiros para atos violentos".

Para o magistrado, há "fortes indícios de materialidade e autoria" dos crimes de associação criminosa e abolição violenta do Estado democrático de Direito - casos em que há tentativa de restrição do exercício dos poderes constitucionais por meio de violência ou ameaça.

As provas colhidas pela Polícia Federal demonstravam a arrecadação de apoio para o "projeto de ataque às instituições democráticas", em manifestações já agendadas, inclusive para o 7 de Setembro.

Moraes ainda ressaltou que o investigado, no mesmo dia de sua prisão, divulgou outro vídeo com novos ataques e debochou da possibilidade de ser preso. "Somente com a restrição de liberdade foi possível interromper a prática criminosa", destacou.

Na mesma decisão, o ministro determinou também o bloqueio das suas redes sociais.

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