Moraes prorroga inquérito para investigar Eduardo Bolsonaro nos EUA
- 8 de jul. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 10 de jul. de 2025

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou, por mais 60 dias, o inquérito que investiga o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelos crimes de coação no curso do processo e obstrução de investigação. O filho "zero três" do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está morando no estado do Texas, nos Estados Unidos, desde fevereiro deste ano.
Na decisão proferida nesta terça-feira (8), Moraes atendeu a pedido da Polícia Federal (PF), "considerando a necessidade de prosseguimento das investigações, com a realização de diligências ainda pendentes".
O inquérito para apurar a conduta do ainda deputado brasileiro vivendo nos EUA foi aberto a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR) em maio deste ano. Segundo o PGR, Paulo Gonet, o parlamentar tem se dedicado a conseguir que o governo de Donald Trump imponha sanções contra Moraes - escolhido relator do caso por também atuar no comando das ações da trama golpista e no inquérito das fake news - e outras autoridades brasileiras.
Em março deste ano, em meio ao julgamento no qual Jair Bolsonaro virou réu na trama golpista, Eduardo, já morando nos EUA, pediu licença do mandato parlamentar, por temer ser preso devido à suposta “perseguição política”.
Nessa segunda-feira, a Justiça da Florida (EUA) mandou intimar novamente o ministro Alexandre de Moraes em ação apresentada pela Trump Media, que pertence ao presidente dos EUA, Donald Trump, e pela plataforma Rumble, de vídeos. As duas empresas acusam Moraes de ter desrespeitado leis norte-americanas ao determinar que perfis de réus no STF, como o bolsonarista Alan Santos, sejam bloqueados na plataforma. A Justiça da Flórida dá prazo de 21 dias para que Moraes responda a um dos advogados citados no documento, caso receba a intimação.
Intromissão de Trump
Também nessa segunda-feira, Donald Trump defendeu Jair Bolsonaro nas redes sociais, afirmando que Bolsonaro "não é culpado de nada" e atacou o Supremo, afirmando que "o povo brasileiro" não aceitará sua decisão. Trump também chamou os processos contra os golpistas de "caça às bruxas".
Em resposta à intromissão de Trump, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em nota oficial, declarou que o Brasil é um país soberano e que não vai aceitar interferências externas, e que ninguém está acima da lei.









Comentários