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Moraes prorroga prisão domiciliar de Bolsonaro e manda apreender arsenal

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

Jair Bolsonaro empunhando uma arma de fogo em janeiro de 2022 (Reprodução/Redes sociais)
Jair Bolsonaro empunhando uma arma de fogo em janeiro de 2022 (Reprodução/Redes sociais)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (3) prorrogar o prazo da prisão domiciliar concedida ao ex-presidente Jair Bolsonaro.


Bolsonaro continuará sob o monitoramento de tornozeleira eletrônica e só poderá receber visitas com autorização do ministro, que é relator do caso.


O ex-presidente também está proibido de usar celular e acessar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros, além de gravar vídeos para a internet. Agentes da Polícia Militar do Distrito Federal vão fazer a segurança da casa para evitar fuga.


No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão no processo de trama golpista. Em seguida, após passar por uma cirurgia, ele ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar temporária por 90 dias. O ex-presidente se recupera de uma pneumonia bacteriana.


O prazo de 90 dias começou a contar no dia 27 de março e terminou em 25 de maio.


Armas

Moraes também determinou a suspensão do porte de arma de Bolsonaro e a apreensão de dez armas, entre fuzis, pistolas e espingardas que estão registradas em nome do ex-presidente.


A defesa terá prazo de 48 horas para entregar o armamento à Polícia Federal (PF).


A decisão foi motivada pela repercussão do caso da apreensão de uma arma com um dos seus seguranças particulares.


Apesar de a Polícia Civil do Distrito Federal não ter indiciado o ex-presidente, por entender que a arma está legalizada e que Bolsonaro não cometeu nenhum crime, o ministro entendeu que as armas devem ser apreendidas.


"O descumprimento das regras da prisão domiciliar humanitária temporária ou de qualquer uma das medidas cautelares implicará na sua revogação e ao retorno imediato ao regime fechado", ressaltou Moraes.


Falta grave

Moraes também reconheceu que Bolsonaro não cometeu falta grave relacionada com a apreensão da arma com seu segurança. A falta grave poderia permitir o retorno do ex-presidente para o presídio da Papudinha, em Brasília, em regime fechado.


"Inexistindo a prática de qualquer falta grave durante o período em que o custodiado encontra-se em prisão domiciliar humanitária, não permanecem presentes os fatores impeditivos indicados", argumentou.


Moraes não fixou um prazo para o término da prisão domiciliar.

 
 
 

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