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Moraes vota para condenar 'Fátima de Tubarão' a 17 anos de prisão

  • 2 de ago. de 2024
  • 2 min de leitura

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (2) pela condenação de Maria de Fátima Mendonça Jacinto a 17 anos de prisão. Conhecida como Fátima de Tubarão, em referência ao município catarinense, onde nasceu, ela participou dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.


Fátima tem 67 anos e está presa desde janeiro de 2023, quando foi alvo de uma das fases da Operação Lesa Pátria, da Polícia Federal, que investiga os participantes e financiadores dos atos.


Para Moraes, a ré deve responder por quatro crimes conforme denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR): 1 - Abolição violenta do Estado Democrático de Direito: 5 anos e 6 meses de reclusão; 2 - Golpe de Estado: 6 anos e 6 meses de reclusão; 3 - Associação criminosa armada: 2 anos de reclusão; 3 - Deterioração de patrimônio tombado: 1 ano e 6 meses de reclusão e 50 dias-multa, com pagamento de 1/3 do salário mínimo para cada dia-multa; 4 - Dano qualificado: 1 ano e 6 meses de detenção e 50 dias-multa, com pagamento de 1/3 do salário mínimo para cada dia-multa…


O voto de Moraes foi proferido durante julgamento virtual da ação penal do STF que começou nesta sexta-feira (2) e vai até às 23h59 da próxima sexta-feira (9). Como relator, Moraes foi o primeiro a votar.


O ministro também entendeu que a acusada deve pagar R$ 30 milhões de forma solidária pelos prejuízos causados pela depredação da sede do Supremo, do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto.


Além de Moraes, o ministro Flávio Dino também votou pela condenação. Faltam os votos de nove ministros.


No voto proferido, Moraes disse que Fátima de Tubarão invadiu o edifício-sede do STF, quebrou vidros, cadeiras, mesas e obras de arte e postou os atos nas redes sociais. Com base nos vídeos, ela foi identificada e presa pela Polícia Federal duas semanas após os atos golpistas.


"Em vídeo que circulou nas redes sociais, a denunciada é chamada por Fátima e identificada como uma moradora de Tubarão que estava ali quebrando tudo. A denunciada, por sua vez, grita e comemora, dizendo: 'É guerra'. Afirma, ainda, que teria defecado no banheiro da Suprema Corte, sujando tudo, e encerra a gravação bradando que vai pegar o Xandão", diz a decisão do ministro.


Pelas redes sociais, a defesa de Fátima afirmou que pretende esgotar todos os recursos previstos no regimento interno do STF contra a condenação. Os advogados também informaram que não descartam levar o caso para a Corte Interamericana de Direitos Humanos.

 
 
 

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