Morre o ator Sérgio Mamberti, um dos maiores do país


(Foto: Divulgação/Unicamp)

Morreu na madrugada de hoje (3) o ator Sérgio Mamberti, de 82 anos, em decorrência de uma falência múltipla de órgãos. Ele estava internado em um hospital da rede Prevent Sênior, na capital paulista, intubado e com uma infecção nos pulmões.

A informação foi confirmada por um dos filhos do ator, Carlos Mamberti. O ator havia sido internado em julho por 15 dias para tratar de uma pneumonia e chegou a passar por uma unidade de terapia intensiva (UTI). Ele se recuperou e teve alta.

Mamberti dedicou 60 anos da sua vida à arte nacional. Neste ano, lançou a autobiografia Sérgio Mamberti: Senhor do meu Tempo, escrita com o jornalista Dirceu Alves Jr., e no qual compartilha detalhes da trajetória artística e revela cenas da vida privada e política.

Mesmo depois de ter estreado no cinema e na televisão, Mamberti não abandonou os palcos do teatro e ainda ampliou a sua atuação fora deles, encampando projetos de revitalização e manutenção de teatros, como o Teatro Vereda, ao lado de seu irmão Cláudio Mamberti. Ele se dedicou ainda à popularização de pequenos teatros, berço de atores emergentes.

Sérgio Mamberti ficou conhecido nacionalmente por diversos papéis de destaque, como Dr. Victor, do Castelo Rá-tim-bum e produções da TV Globo, como A Diarista e Os Normais. Atualmente, esteve no elenco de 3%, série brasileira produzida pela Netflix. Também atuou como diretor em peças importantes no circuito paulista, como a premiada Um Panorama Visto da Ponte.

Sua estreia como ator foi no cinema, em 1966, com a comédia Nudista à Força, de Victor Lima. Depois, atuou em O Bandido da Luz Vermelha (1968), Toda Nudez Será Castigada (1973), O Homem do Pau Brasil (1980), A Hora da Estrela (1985), A Dama do Cine Shangai (1987). Participou ainda de filmes infantis como Xuxa Abracadabra (2003) e O Cavaleiro Didi e a Princesa Lili (2006).

Também participou de novelas como As Pupilas do Senhor Reitor (1970), Brilhante (1981), Anjo Mau (1998), O Profeta (2007), Flor do Caribe (2013), Sol Nascente (2016) e Vale Tudo (1988).

Política

Mamberti também era conhecido por ser um dos maiores articuladores culturais do país. E também pelo seu papel na política nacional. Filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), presidiu três secretarias no Ministério da Cultura no governo do ex-presidente Lula: Música e Artes Cênicas; Identidade e Diversidade Cultural; e Políticas Culturais; além de ter presidido a Fundação Nacional de Artes (Funarte).

Em 2018, com Lula preso, foi Mamberti quem leu a famosa carta que anunciou o nome de Lula como candidato oficial do PT na eleição presidencial.

Em rede social nesta sexta-feira, o ex-presidente se pronunciou dizendo da "honra de Sérgio Mamberti como amigo e companheiro em tantos momentos ao longo de décadas, e jamais o esquecerei".


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