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Morre Oscar Schmidt, maior ídolo do basquete brasileiro, aos 68 anos

17 de abr.
2 min de leitura

Oscar Schmidt (Foto: Instagram)
Oscar Schmidt (Foto: Instagram)

Oscar Schmidt, o maior ídolo da história do basquete brasileiro, faleceu nesta sexta-feira (17), em São Paulo, aos 68 anos. O atleta enfrentou um tumor cerebral por cerca de 15 anos.


"Reconhecido por sua trajetória brilhante dentro das quadras e por sua personalidade marcante fora delas, Oscar deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo", disse a assessoria do jogador, em nota.


A despedida se dará de forma reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento, informou a assessoria. Oscar deixa a esposa e dois filhos.


Nove dias antes de morrer, no dia 8 de abril, Oscar foi homenageado pelo Comitê Olímpico do Brasil na cerimônia do Hall da Fama, no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. Durante a cerimônia, ele foi representado por seu filho Felipe Schmidt.


Trajetória

Oscar Daniel Bezerra Schmidt nasceu no dia 16 de fevereiro de 1958, na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte.


Começou a se interessar por basquete aos 13 anos, após se mudar para Brasília, por influência de seu técnico Zezão, que o incentivou a procurar o Clube Vizinhança, que era treinado pelo técnico Laurindo Miura.


Em 1974, aos 16 anos, Oscar mudou-se para São Paulo, para iniciar a carreira no infanto-juvenil do Palmeiras. Foi convocado para a seleção juvenil de basquete em 1977 e eleito melhor pivô do sul-americano juvenil.


Na seleção principal de basquete do Brasil, foi campeão sul-americano e ganhou medalha de bronze.


Em 1979, ganhou um dos títulos mais importantes de sua carreira: a Copa William Jones, o mundial interclubes de basquete. No ano seguinte, disputou sua primeira Olimpíada, em Moscou.


Disputou outras quatro olimpíadas: Los Angeles (1984), Seul (1988), Barcelona (1992) e Atlanta (1996), sempre se destacando como cestinha da competição.


Oscar jogou 11 temporadas na Itália, 8 pelo Juvecaserta e 3 pelo Pavia


Em 1995, Oscar decidiu retornar para o Brasil, passando a jogar no Corinthians, onde ganhou, em 1996, o oitavo título brasileiro de sua carreira.


​​No Brasil, Oscar ainda jogou pelo Banco Bandeirantes, entre 1997 e 1998, Mackenzie, entre 1998 e 1999 e Flamengo, entre 1999 e 2003.


No rubro-negro, alcançou uma das marcas mais expressivas de sua carreira: maior cestinha da história do basquete, com 49,737 pontos. Até então, esse posto pertencia a Kareem Abdul-Jabbar, com 46.725 pontos.


Em 1991, Oscar foi nomeado um dos 50 Maiores Jogadores de Basquete pela Fédération Internationale de Basketball (Fiba). Também integrou o Hall da Fama da NBA,


Em 2003, Oscar se aposentou das quadras.


Durante muitos anos, após a aposentadoria, Oscar se dedicou a fazer palestras em todo canto do Brasil.



 
 
 

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