Morre Vilmar Berna, defensor do meio ambiente de Niterói

Niterói, o Brasil e o meio ambiente perderam, nesta sexta-feira (2/4), vítima da Covid-19, o jornalista e escritor Vilmar Berna, de 64 anos, que estava internado com a doença desde o dia 20 de março. Defensor da natureza, um dos pioneiros do jornalismo ambiental em Niterói e região, Vilmar foi consultor sobre o tema na cidade e um dos que mais contribuíram para a criação de uma consciência ecológica no país.

Foto: Redes sociais / Reprodução

O prefeito Axel Grael (PDT), que também é ambientalista, lamentou a morte do ativista e amigo nas redes sociais:


"Quero expressar aqui a minha tristeza com a notícia da partida do Vilmar Berna. Ele sempre fez parte da minha trajetória como ambientalista. Por vezes estivemos mais próximos e às vezes mais afastados, mas sempre tivemos um ao outro no alcance da vista. No início, eu atuava em Niterói e ele em São Gonçalo. A Baía de Guanabara nos aproximou. Ele sempre caminhou pelo campo da comunicação e da mobilização. Era uma grande liderança do Sindicato dos Jornalistas. Eu fui mais pela militância técnica e da gestão pública. Ele foi para a política antes de mim, mas nos encontramos por aí também. Enfim, perder o Vilmar significa para mim a perda de um companheiro de caminhada. Para o movimento ambientalista é a perda de um militante de primeira hora, um nome que alcançou projeção regional, nacional e mesmo internacional, com o Prêmio Global 500. Mas, a luta ambientalista pressupõe perseverança e resiliência. E o Vilmar continuará a nos inspirar e a motivar a seguir em frente. Obrigado Vilmar. Que siga em frente, agora em lutas mais elevadas. Aos familiares, todo o meu carinho e solidariedade", escreveu na publicação, com fotos em que aparece ao lado do jornalista.


Trabalho reconhecido


Vilmar Sidnei Demamam Berna foi um dos fundadores da Revista do Meio Ambiente e do Portal do Meio Ambiente, e por vários anos denunciou crimes ambientais. Gaúcho de Porto Alegre, morava em Niterói, no bairro de Jurujuba. Em 1999 foi agraciado com o Prêmio Global 500 Para o Meio Ambiente, outorgado pela ONU, pela atuação na formação de uma consciência ambiental no Brasil. Em 2002, recebeu o título de Cidadão Niteroiense e, em 2003, o Prêmio Verde das Américas, entre outros.


Apoiou e ajudou a fundar várias organizações da sociedade civil dedicadas à defesa dos direitos a um mundo livre da degradação, da poluição e da exacerbação do lucro em detrimento da vida humana, entre elas, a Univerde, em São Gonçalo (1980); os Defensores da Terra, no Rio de Janeiro (1984), e a Rede Brasileira de Informação Ambiental (Rebia), em Niterói.


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