Mostra que alerta para câncer de mama chega à cidade

A médica e fotógrafa Fátima Marchi recorreu ao mamógrafo para retratar o que chama de 'flores-pacientes' e mostrar a importância da identificação dos sinais que permitem a descoberta do câncer de mama ainda na fase inicial. O resultado deu vida à exposição 'Flor Essência', com imagens diferenciadas em um trabalho inédito feito pela radiologista, que há 15 anos venceu justamente um câncer de mama. Lançada no último mês de abril no Centro Cultural Correios, no Rio, a mostra atravessou a Baía de Guanabara rumo ao Espaço Cultural Correios de Niterói e fica em cartaz até 13 de agosto.

Médica e paciente / Divulgação

Girassol, antúrio e orquídea estão entre as 15 flores escolhidas, todas elas com nomes e depoimentos de pacientes que enfrentaram a doença, seguiram com a sua vida e se redescobriram.


“Um dos objetivos é atenuar a sensação de desconforto da mamografia com a mensagem subliminar que, se não machuca uma flor, não machucará você. Essa é uma das formas de alerta para a necessidade do diagnóstico precoce, responsável por até 90% de cura dos casos de câncer de mama”, diz a médica, que reside em Niterói e pretende levar a exposição para outras cidades fluminenses e até estados brasileiros.

Divulgação

Além de médicas, há flores-pacientes fisioterapeuta, farmacêutica, professora, jornalista, advogada, dona de casa, técnica de enfermagem e um profissional da rede hoteleira, o Joaquim Paz, de 66 anos, que descobriu um câncer na mama direita há dez anos e diz ter renascido.


"Dei muita sorte. A Mônica, minha namorada que é enfermeira, me deu um beijo no peito, viu o meu mamilo retrair e logo imaginou que era câncer. Ela disse que marcaria um mastologista e eu reagi com surpresa, pois pensava que a especialidade era só para mulheres. Operei, fiz o tratamento e fui por cinco anos voluntário no acolhimento do setor de quimioterapia no Hospital da Lagoa, no Rio. Só parei por conta da pandemia, mas sigo fazendo palestras e falando sempre que posso sobre esta doença silenciosa, ainda desconhecida de muitos. Essa exposição é uma forma de alerta para isso", destaca Joaquim.

Pai de quatro filhos, na época Joaquim contou também com os cuidados especiais da filha Clarissa, então com 21 anos e hoje coordenadora de um projeto da ONG Fraternidade Sem Fronteiras na África.


"Ela era o meu cão de guarda. Cuidava dos remédios, da alimentação, de tudo. Mas depois do susto e do tratamento, posso garantir que minha vida mudou para melhor, pode ter certeza disso. Eu realmente vivo a vida", diz Joaquim, hoje aposentado e nos preparativos para cruzar o oceano e estar com a filha na África.

Divulgação

Serviço


Evento: Exposição Flor Essência

Local: Espaço Cultural Correios

Endereço: Rua Visconde do Rio Branco, 481, Centro de Niterói

Período de exibição: De 2 de julho a 13 de agosto

Visitação: de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h; e sábados das 13h às 18h

Entrada: grátis

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