Movimento Cristãos Progressistas será lançado nesta sexta (27/5)

Na próxima sexta-feira, dia 27 de maio, às 19h, lideranças religiosas de diferentes correntes cristãs se reunirão no auditório do Caminho Niemeyer para lançar o Movimento Cristãos Progressistas. Católicos, anglicanos, batistas, pentecostais, vetero-católicos e também os de matrizes africanas, entre outros, darão início a uma campanha que tem por objetivo combater a intolerância religiosa e a cultura do ódio, não apenas em Niterói, mas em diferentes municípios do estado do Rio.

Divulgação

O pastor Daniel Valente, da Igreja Pentecostal Leão de Judá, em Niterói, é um dos coordenadores do movimento, juntamente com o pastor Julio Oliveira, da Comunidade Batista em São Gonçalo; Dom Diogo Bonioli, Bispo da Igreja Vetero-Católica de São Gonçalo; e o Reverendo Daniel Rangel, da Igreja Anglicana de Niterói.


Segundo ele, não há respaldo bíblico no discurso de ódio, e a mensagem de Jesus é de acolhimento, união, inclusão.

"Esse não é um movimento apenas religioso. É também um movimento social em favor dos direitos humanos e contra a ganância exploradora que tem jogado o povo trabalhador na miséria e na fome", explica.


De acordo com Daniel Valente, em contraponto aos discursos de pastores como Silas Malafaia, Edir Macedo, Marco Feliciano, Waldomiro Santiago e similares, os cristãos progressistas apresentam a "alternativa de viver a fé cristã de modo efetivamente bíblico. Ou seja, inclusivo, democrático, respeitoso, pacífico, laico e ético, tal qual os princípios norteadores de cada ação de Jesus de Nazaré".

"Nós do movimento entendemos que as 'lideranças midiáticas' do meio cristão evangélico não nos representam, uma vez que o Jesus de Nazaré relatado nas Escrituras estimulou sempre a partilha em vez do acúmulo; o diálogo fraterno e o entendimento, em vez dos discursos de ódio e a prática de violência; e a harmonia entre os diferentes, em vez da hegemonia de um grupo sobre outro", defende.


No encontro serão traçadas as diretrizes para deflagar o movimento em outras cidades e também nas redes sociais. Os organizadores pretendem contar com a adesão da sociedade civil.


"Todos e todas que se sentirem tocados com a causa, os que não aguentam mais tantos discursos de ódio em nome de Jesus, serão sempre muito bem-vindos", finalizou.


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