MP cria força-tarefa para investigar mortes no Jacarezinho


(Reprodução)

Em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (11), o procurador-geral do Ministério Público do Rio de Janeiro, Luciano Mattos, anunciou a criação de uma força-tarefa exclusiva para investigar as 28 mortes ocorridas na última quinta-feira (7) na Favela do Jacarezinho, na Zona Norte do Rio, na ação mais letal da história no estado.

Segundo informou o procurador-geral, agora há duas investigações paralelas: a ação do MP-RJ denunciando os suspeitos e a da comissão que começa a apurar as mortes.

O prazo inicial da investigação é de quatro meses, podendo ser estendido.

"Foi feita uma investigação levada ao promotor do caso através da distribuição interna, ele fez o exame, fez os pedidos de prisão e o juiz autorizou. Esse processo segue na 19ª Vara Criminal.A outra situação está relacionada à ação policial. A polícia tem que justificar. O MP tem que analisar a posteriori, não é prévia", afirmou Mattos.

Parentes e testemunhas dos 27 civis mortos começaram a ser ouvidos nesta segunda-feira (10) pelo MP-RJ. Outra vítima foi o inspetor da Polícia Civil André Leonardo Mello Frias, de 48 anos.

Três presos relataram ao MP-RJ que foram agredidos pelos policiais com socos, chutes e golpes de fuzis. Em pelo menos um dos casos, citado pelo RJ2, o exame de corpo de delito confirmou lesões.

Do total de 27 mortos, apenas quatro eram alvos da operação, segundo um relatório de inteligência da polícia obtido pelo Extra. Duas vítimas, uma de 16 anos, não possuíam qualquer anotação criminal. Delegados, para justificar a ação, disseram que todos eram bandidos.

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