MP dá 10 dias para governo explicar lista antifascista


Bandeira do movimento antifascista

O governo tem dez dias para fornecer informações ao Ministério Público Federal sobre a criação, pela Secretaria de Operações Integradas (Seopi) do Ministério da Justiça do chamado "dossiê antifascista", uma lista com 579 nomes - a maioria de agentes de segurança de vários estados - de supostos opositores de Jair Bolsonaro, que estariam sendo monitorados pelo órgão. O fato, aos moldes das famosas "listas negras" da ditadura, divulgado na semana passada pela Folha de S. Paulo, chocou o país.

O procedimento - chamado de "notícia de fato" - foi instaurados pelo procurador regional dos Direitos do Cidadão, Enrico Rodrigues de Freitas, do Rio Grande do Sul. Ele quer que sejam fornecidas informações sobre a base legal do dossiê, a indicação do objeto do relatório de inteligência e a motivação da sua instauração.

O TODA PALAVRA noticiou que, entre os 579 nomes listados no dossiê está o do vereador de Niterói Sandro Araújo (Cidadania), responsável pela criação do grupo de Faceboock Frante Antifascista Niterói e principal líder na cidade do grupo de policiais antifascistas. O movimento, espalhado por todo o país, é liderando no Estado do Rio pelo delegado da Polícia Civil Orlando Zaccone.

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