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MP denuncia 13 PMs por alterarem cena do crime no Fallet


Marcas ditas de um confronto em um cômodo de uma casa no Fallet (Foto: Thathiana Gurgel/Defensoria Pública)

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 2ª Promotoria de Justiça Junto à Auditoria de Justiça Militar, denunciou treze policiais militares por removerem nove cadáveres de dentro de uma residência durante operação na comunidade do Fallet-Fogueteiro, no bairro do Catumbi, na região central do Rio, em 8 de fevereiro de 2019.

São réus no processo o capitão Geilson Henrique Anastácio da Silva; os sargentos Rafael da Silva Gomes e Carlos Thiago Arigoni Arruda; os cabos Erick Macedo da Silva, Adailton Saturno da Silva, Bruno Rodrigues de Souza, Wallace da Costa Borges, Thiago Rodrigues de Souza, Pedro Igor Martins Schnaider, Fabrício da Fonseca Lemos, Dannilo Damasceno dos Santos Rodrigues e os soldados Douglas Luís Pereira e Diogo de Araújo Alves.

Eles vão responder pelo crime de fraude processual por terem deixado de preservar o local em prejuízo das investigações e removerem indevidamente todos os cadáveres. De acordo com a denúncia, a remoção se deu para induzir a erro perito criminal. Segundo o MPRJ, os fatos ocorreram ao final de um violento confronto ocorrido em uma residência na Rua Eliseu Visconti.

Na condição de superior hierárquico no dia da operação, de acordo com a Promotoria, o denunciado Geilson Henrique Anastácio da Silva também responderá por omissão, já que tinha por lei o dever de vigilância sobre a ação de seus comandados. No entanto, mesmo estando presente no momento da remoção indevida dos cadáveres, nada fez para evitar.


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