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MP: Flávio Bolsonaro enriqueceu de forma 'sorrateira'

  • 7 de nov. de 2020
  • 2 min de leitura

(Fotos Públicas)

Uma denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) contra o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) afirma que o filho 01 do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) enriqueceu de forma "sorrateira", por meio do desvio de verbas da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), e tinha sempre preferência por usar dinheiro vivo para quitar as suas despesas pessoais e da família.

A denúncia formulada pelo procurador Ricardo Martins, citada pelo G1, diz que Flávio "fazia pouquíssimo uso de serviços bancários como cartões de crédito e débito" e tinha predileção por dinheiro em espécie. As análises do MP-RJ reforçam as suspeitas sobre a origem ilícita das quantias em dinheiro movimentadas pelo senador, que, entre os anos de 2007 e 2009, teria gasto uma média mensal de apenas R$ 195 utilizando cartões.

No mesmo período, de acordo com o MP-RJ, Flávio fez vários investimentos provenientes de “fontes estranhas”. Pagou, em dinheiro vivo, R$ 90 mil em para uma corretora de ações; comprou ainda 12 salas comerciais em condomínio na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, e desembolsou R$ 262 mil no mesmo período. Segundo o MP, “os extratos bancários do ex-Deputado não registraram nenhum débito que fosse compatível com as datas e valores dos recebimentos informados pelas imobiliárias”.

Ainda segundo o MP-RJ, as declarações de Flávio à Receita Federal registram no ano calendário de 2008 a contratação de empréstimos com familiares e assessores parlamentares de seus familiares, num total de R$ 230 mil; tais empréstimos poderiam, “em tese, justificar pelo menos parte dos pagamentos do empreendimento imobiliário”.

O MP-RJ afirma que fez cruzamentos de todas as movimentações financeiras de Flávio e de sua mulher, Fernanda Bolsonaro, e constatou, por exemplo, que, entre 2010 e 2014, houve um “saldo a descoberto no valor de R$ 977.611,26, correspondente à estimativa de parte do enriquecimento ilícito” do casal nesse período.

Citada pelo G1, a defesa de Flávio diz que ele não cometeu nenhuma irregularidade.

 
 
 

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