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MP investiga ação policial com 22 mortes na Vila Cruzeiro

  • 24 de mai. de 2022
  • 2 min de leitura

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada, instaurou, nesta terça-feira (24), um Procedimento Investigatório Criminal para apurar as circunstâncias das 22 mortes ocorridas durante operação policial realizada no Complexo da Penha, na madrugada desta terça-feira. A ação contou com agentes do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope), e das Polícias Federal (PF) e Rodoviária Federal (PRF). Uma moradora, identificada como Gabrielle Ferreira da Cunha, de 43 anos, morreu ao ser atingida por uma bala perdida.

O PIC determina que o comando do Bope envie, em um prazo máximo de dez dias, o procedimento de averiguação sumária dos fatos ocorridos durante a operação, ouvindo todos os policiais militares envolvidos e indicando os agentes responsáveis pelas mortes, além de esclarecer sobre a licitude de cada uma das ações letais. Quanto aos agentes federais envolvidos na ação, foi expedido ofício ao Ministério Público Federal (MPF) para ciência dos fatos e a adoção das medidas cabíveis.

Além disso, foi requisitado ao Departamento-Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil que sejam enviadas informações sobre os inquéritos policiais instaurados para apurar os fatos. A 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada também encaminhou ofício à Delegacia de Homicídios, recomendando que todas as armas dos policiais militares envolvidos na ação sejam apreendidas e enviadas para exame pericial, inclusive comparando com os projéteis que venham a ser retirados das vítimas.

'É execução'

A ação policial repercutiu imediatamente na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O deputado Waldeck Carneiro (PSB), que foi o relator do processo de impeachment de Wilson Witzel, antecessor de Cláudio Castro, foi contundente em sua crítica, e culpou o governador.

"Governador Cláudio Castro decreta que o mês de maio é o mês da chacina! Em 2021, foram quase 30 mortos no Jacarezinho. Agora, em 2022, já são 11 (posteriormente, chegaram a 22) vidas perdidas na Vila Cruzeiro. Pode-se chamar de operação uma ação policial que mata mais do que prende? É execução! Precisa parar!", escreveu o parlamentar em sua rede social.

 
 
 

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