MP investiga PM que agrediu mulher com bebê no colo


PM de Minas Gerais imobiliza mulher com golpe como o que matou George Floyd nos EUA (Reprodução)

O Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) abriu uma investigação para apurar a conduta dos policiais militares que participaram da abordagem a uma mulher com uma criança no colo no município de Itabira, em Minas Gerais, na noite de sexta-feira (5). A ação dos PMs teve grande repercussão com as imagens divulgadas nas redes sociais e que remeteram à cena do caso George Floyd, homem negro assassinado por policial norte-americano em maio do ano passado ao ser imobilizado com um golpe de joelho pressionando o pescoço da vítima.

O procurador-Geral de Justiça de Minas Gerais, Jarbas Soares Junior, foi quem anunciou a abertura da investigação.

"O MPMG tem o dever funcional de apurar as condutas dos militares que prenderam, de forma violenta, uma senhora com as crianças no colo, hoje, em Itabira-MG. Será instaurado o PIC (Procedimento Investigatório Criminal). Sabemos que as lideranças da PM não coadunam com isto", escreveu Soares Junior nas redes sociais.

De acordo com a Polícia Militar, as crianças que apareceram nas imagens não sofreram lesão alguma. Já a Polícia Civil disse que o casal foi ouvido na delegacia e liberado após o pagamento de fiança.

No sábado, ouvido pelo UOL, porta-voz da PM havia dito que o homem que acompanhava a mulher tem anotações criminais por lesão corporal. Em nota, a corporação também havia afirmado que o casal foi preso por porte ilegal de arma de fogo e munições, e que o homem estava com quatro munições de calibre .32, e ainda que a mulher se agarrou a uma criança, usando-a como escudo humano, para impedir a apreensão da arma.

As primeiras narrativas da Polícia Militar não se encaixam de acordo com as imagens divulgadas nas redes sociais.

Ainda no sábado, o prefeito de Itabira, Marco Antônio Lage (PSB), havia manifestado repulsa diante da ação da PM e cobrado apuração rigorosa do ocorrido.

“Com a responsabilidade de prefeito municipal, manifesto minha repulsa diante das imagens de uma abordagem policial, ocorrida no início da noite em Itabira. As lamentáveis cenas que já circulam em redes sociais e sites de notícias de todo o país precisam ser apuradas com rapidez e rigor. Este não é o procedimento padrão das nossas escolas militares e do Comando Geral da Corporação”, escreveu.

Confira a seguir no vídeo postado pelo jornalista Afonso Borges.


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