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MP pede que TCU dê 5 dias para Bolsonaro devolver joias


(Reprodução)

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) recorreu contra a decisão do ministro da corte Augusto Nardes sobre os presentes de luxo enviados pelo governo da Arábia Saudita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. No recurso, o subprocurador-geral do MPTCU Lucas Furtado argumenta que a prova de supostos crimes deve ficar com a polícia para perícia, não na posse do investigado. E pede que a corte determine a Bolsonaro que devolva à União, em até cinco dias, as joias milionárias levadas para seu acervo privado.


O recurso do subprocurador-geral do MPTCU é uma reação à decisão de Nardes, que, quinta-feira (9), nomeou o próprio Jair Bolsonaro como “fiel depositário” das joias até que o TCU dê a palavra final sobre qual a destinação adequada para os "presentes" das arábias que foram apreendidos em outubro de 2021 pela Receita Federal ao revistar a bagagem de um então assessor do Ministério de Minas e Energia que integrava a comitiva que acompanhou o ex-ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque em uma viagem oficial à Arábia Saudita. Apenas o conjunto das joias de diamantes femininas (um colar, um anel, um relógio e um par de brincos) é do valor de 3 milhões de euros (cerca de R$ 16,5 milhões). Há ainda um segundo kit, este contendo joias masculinas (um relógio de pulso; um par de abotoaduras; uma caneta; um anel e uma espécie de terço - uma masbaha), cujo valor ainda é incerto.


"Roteiro cinematográfico"

No recurso, o subprocurador-geral do MPTCU afirma que o episódio das joias e suas repercussões lembram os roteiros dos filmes do diretor cinematográfico norte-americano Quentin Tarantino.


"A cada novo dia que acordo e me deparo com os mirabolantes desdobramentos dessa história dos supostos presentes árabes recebidos pelo casal Bolsonaro, a qual se revela cada vez mais escabrosa e com sucessivos capítulos que vão se tornando mais complexos e com a inserção de novos elementos e suspeitas, tenho a impressão que estou imerso em um filme de Quentin Tarantino", menciona Furtado referindo-se a uma reportagem do portal Metrópoles.


Segundo o portal, já em 2019, Bolsonaro contrariou uma regra do TCU e se apropriou de um fuzil e de uma pistola que ganhou de representantes dos Emirados Árabes - informação que Furtado pede que o TCU apure a fim de decidir se é o caso de pedir a Bolsonaro que entregue, além das joias, também as armas.


Com informações da Agência Brasil

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