MPF apura 'improbidade' de dois ministros em obra no RN


Ministros Rogério Marinho (Foto: Alan Santos/PR) e Gilson Machado (Foto: Isac Nóbrega/PR)

Verbas do chamado orçamento paralelo da União foram direcionadas para a construção de um mirante turístico no município de Monte das Gameleiras, no Rio Grande do Norte, perto de um terreno em que o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, lançará um condomínio privado em sociedade com um assessor. A Procuradoria da República no Distrito Federal abriu uma apuração preliminar para avaliar se há indícios de que Marinho e o ministro do Turismo, Gilson Machado, cometeram atos de improbidade administrativa - este último, por omissão.

O caso envolve possíveis irregularidades na indicação, por parte de Marinho, de R$ 1,4 milhão do orçamento da União para a construção do mirante, já que a obra, em tese, beneficiaria diretamente Marinho.

Os ministros ainda não são formalmente investigados, mas um inquérito pode ser aberto se se confirmarem os indícios.

A apuração foi aberta pelo procurador da República Paulo de Carvalho a partir de uma representação da deputada Natália Bonavides (PT-RN), após os fatos terem sido revelados em reportagem do Estadão.

A destinação dos recursos do orçamento paralelo é definida em acertos entre parlamentares aliados do governo Jair Bolsonaro. As emendas de relator previstas no orçamento 2021, que somam R$ 18,5 bilhões, não seguem critérios transparentes, e, por isso, parlamentares tentam a abertura de uma CPI para investigar o uso dessa dinheirama que tem gerado diversas denúncias.

Partidos de oposição também entraram com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender essa prática criada durante o governo Bolsonaro.

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