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MPF investiga fura-fila das Forças Armadas no DF


(Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

De acordo com o Programa Nacional de Imunizações (PNI), somente os profissionais que estejam na linha de frente no combate à pandemia devem ter prioridade na vacinação contra covid-19. Mas no Distrito Federal quase 30 mil militares das Forças Armadas foram priorizados. O número corresponde a todo o efetivo das Três Forças e consta em documento enviado pela Secretaria de Saúde (SES-DF) ao Ministério Público Federal (MPF) que agora faz parte de um inquérito que apura irregularidades e fura-filas na campanha de imunização na capital federal.

A vacinação de todo o efetivo militar da capital contraria as notas técnicas do PNI, do Ministério da Saúde, que determina, no caso das forças de segurança, prioridade apenas para os que atuam diretamente no combate à pandemia.

Em nota, citada pelo G1, o Ministério da Defesa disse que "a vacinação dos militares e servidores administrativos segue os grupos prioritários, conforme preconizado pelo Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19, elaborado pelo Ministério da Saúde".

Segundo a Defesa, são 29.671 militares em Brasília: 18.406 do Exército, 7.687 da Aeronáutica e 3.704 militares da Marinha.

De acordo com as investigações do MPF, além dos militares, todos os integrantes das forças de segurança do DF foram imunizados.

Responsável pelas investigações, a procuradora da República Ana Carolina Roman enfatizou a nota técnica que prevê a priorização apenas para os profissionais da linha de frente: "os demais trabalhadores da segurança pública e forças que não se enquadrarem devem ser vacinados de acordo com a campanha. E aí eu fico sem entender porque 100% das forças de segurança do DF foi vacinada", disse Roman.

Ao questionar integrantes do PNI sobre o motivo de incluir todos os militares das Forças Armadas como prioridade, a procuradora recebeu como justificativa "que se trata de um serviço essencial para manutenção da ordem". No entanto, o PNI não esclareceu se há algum tipo de desordem que justifique furar a fila da vacinação, que segue critérios estabelecidos pelo governo federal através do PNI.

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