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MPF pede afastamento do diretor-geral da PRF


O diretor da PRF Silvinei Vasques e o presidente Jair Bolsonaro (Reprodução)

O Ministério Público Federal (MPF) do Rio de Janeiro pediu o afastamento do bolsonarista Silvinei Vasques, diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), por 90 dias. Os procuradores apontam que Silvinei fez uso indevido do cargo. Além de pedir votos irregularmente para o presidente Jair Bolsonaro (PL), ele também é investigado por omissão em bloqueios ilegais em rodovias logo após as eleições. As informações são do G1.


O MPF listou situações durante a campanha eleitoral nas quais, segundo o entendimento dos procuradores, o diretor pediu votos para tentar reeleger Bolsonaro, derrotado pelo seu adversário, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).


"A vinculação constante de mensagens e falas em eventos oficiais, entrevista a meio de comunicação e rede social privada, mas aberta ao público em geral, tudo facilmente acessível na Internet, sempre associando a própria pessoa do requerido à imagem da instituição PRF e, concomitantemente, à imagem do chefe do Poder Executivo federal e candidato a reeleição [...], denotam a intenção clara de promover, ainda que por subterfúgios ou mal disfarçadas sobreposições de imagens, verdadeira propaganda político-partidária e promoção pessoal de autoridade com fins eleitorais", escreveu o Ministério Público.


Além disso, o pedido de afastamento lembra que Vasques pediu voto para Bolsonaro na véspera do segundo turno das eleições, que ocorreu em 30 de outubro.


"Não é possível [...] dissociar da narrativa desta inicial a possibilidade de que as condutas do requerido, especialmente na véspera do pleito eleitoral, tenham contribuído sobremodo para o clima de instabilidade e confronto instaurado durante o deslocamento de eleitores no dia do segundo turno das eleições e após a divulgação oficial do resultado pelo TSE [Tribunal Superior Eleitoral]", diz o texto.


A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar blitze da PRF em estradas e rodovias no dia do segundo turno.


Contrariando uma determinação do TSE, agentes pararam ônibus que faziam transporte gratuito de eleitores. A corporação alega que fiscalizou questões técnicas dos veículos. A maior parte desses bloqueios ocorreu na região Nordeste do país, onde Jair Bolsonaro tentava reverter de todas as formas no segundo turno umquadro amplamente favorável a Lula.

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