MPF quer Pazuello processado por improbidade


(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Procuradores da República enviaram à Justiça Federal nesta sexta-feira (2) uma ação propondo que o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, seja investigado pelo crime de improbidade administrativa. Na ação, procuradores apontam omissões, negligências e erros graves do general na condução de medidas de combate à pandemia. A peça é assinada por oito procuradores do Ministério Público Federal (MPF).

Para os procuradores, o ex-ministro de Bolsonaro teria deliberadamente piorado a situação da covid-19 no Brasil ao adotar medidas sem eficácia comprovada cientificamente, e com isso teria prejudicado o combate à pandemia no país.

Na ação, o MPF cita quatro erros graves para justificar a improbidade administrativa: omissão injustificada na aquisição de vacinas ainda em 2020; adoção ilegal e indevida de "tratamento precoce" - que inclui remédios sem eficácia contra a covid - como principal ação de política pública contra a pandemia; omissão na ampliação de testes para a população, a ponto de perderem a sua validade; e ação deliberada para dificultar o acesso da sociedade às informações essenciais sobre a pandemia.

A ação pede ainda o ressarcimento por Pazuello de R$ 122 milhões aos cofres públicos. O valor seria relativo ao prejuízo que a gestão dele teria causado aos fundos do Estado.

“A omissão e a negligência do ex-ministro da Saúde no trato das negociações das vacinas custou caro à sociedade (que sofre os efeitos sociais de uma economia em crise e sem perspectiva de reação), à saúde da população (que amarga índices descontrolados de morbidade e mortalidade por covid-19) e ao SUS (cujos leitos de UTI Covid adulto, só no primeiro semestre de 2020, custaram R$ 42 milhões/dia ou R$ 1,27 bilhão/ mês)”, afirmam os procuradores na ação.

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