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MPRJ e Polícia Civil realizam ação contra estelionatários

  • 21 de jun. de 2024
  • 2 min de leitura

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 3ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Territorial do Núcleo Nova Iguaçu, realiza nesta sexta-feira (21/6), em conjunto com a 52ª Delegacia de Polícia (Nova Iguaçu) e com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar, a operação Pseudônimo, para cumprir cinco mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão contra sete integrantes de uma organização criminosa liderada por um policial militar, denunciados por estelionato.

Reprodução / TV Globo

Os cinco alvos foram presos nas primeiras horas desta manhã. Os mandados, que estão sendo cumpridos em Nilópolis, São João de Meriti e Mesquita, foram expedidos pela 2ª Vara Criminal de Nova Iguaçu.


De acordo com a denúncia, o grupo, liderado pelo policial militar Gustavo de Oliveira Piau, aplicou o golpe do “empréstimo consignado” em pelo menos 17 pessoas, a maioria delas, idosas, e no decorrer de um ano, angariou ilicitamente cerca de R$ 640 mil, valendo-se de vários escritórios nos municípios de Nova Iguaçu, Mesquita e Nilópolis.


O golpe consistia em ligar para pessoas idosas afirmando que ela teria direito ao recebimento de um "resíduo de tempo de contribuição". Atraída até o escritório do grupo, a vítima assinava contrato de prestação de serviços de advocacia e os denunciados tiravam fotografias dela sob o pretexto de serem necessárias para o procedimento para retirada do "resíduo", porém, em verdade, os autores estavam celebrando empréstimos por meio eletrônico e utilizando a biometria facial da vítima para contratação.


Depositado o dinheiro, a vítima, em erro, transferia os valores para contas de integrantes da organização criminosa, que rapidamente realizavam sucessivas transferências para outros membros do grupo criminoso. No caso da denúncia, a vítima foi lesada em R$ 20 mil


Além de Gustavo de Oliveira Piau, foram denunciados João Vitor Romão de Oliveira Piau, Kate Suelen Lemos de Assis, Cristiane Silva de Brito e Tamires da Silva Pinho, Marcus Vinícius Oliveira de Abreu e Samuel da Cruz Atanazio, tendo a Justiça decretado a prisão dos cinco primeiros.


A operação Pseudônimo recebeu este nome em alusão à prática dos denunciados de utilizarem nomes falsos no contato com as vítimas.


Fonte: MPRJ

 
 
 

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