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MPs identificam empresários financiadores de atos golpistas


Procuradores-gerais de Justiça dos Ministérios Públicos de São Paulo, Santa Catarina e Espírito Santo encaminharam relatório ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, em que apontam participação de empresários e agentes públicos identificados como financiadores e organizadores de atos antidemocráticos de bolsonaristas, com bloqueios em rodovias federais e pedido de intervenção militar na porta de quartéis do Exército. As manifestações golpistas começaram logo após a derrota do presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 30 de outubro.


De acordo com o relatório, integrantes dos protestos contra o resultado das urnas fazem parte de "uma grande organização criminosa com funções predefinidas", e o movimento é capitaneado por empresários, para que as manifestações antidemocráticas aconteçam.


Entre dados da investigação, estão ônibus de prefeituras que transportaram manifestantes, financiadores e arrecadadores que usam números de PIX para que as pessoas possam se abastecer financeiramente nas manifestações.


Apenas em Santa Catarina, que teve quase 70 atos de bloqueios simultâneos, foram identificados ao menos 12 empresários e agentes públicos, incluindo um vereador. Não foram divulgados os nomes dos investigados.


Em entrevista à Rádio CBN nesta quarta-feira (9), o procurador-geral do Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC), Fernando Comin, afirmou que o grupo ofereceu estrutura de alimentação, logística e banheiros químicos para os participantes dos bloqueios.


"O que se identificou foi a existência de uma organização, atuando nos bastidores, incentivando lideranças comunitárias, de movimentos dos caminhoneiros em geral, pessoas comuns do povo, a irem a frente, a incitarem esses atos", afirmou.


"Nomes não podem ser ditos, para não atrapalhar as investigações. O que eu posso apontar, mais de 12 empresários e lideranças foram identificados até agora, um cruzamento de dados, mas a atividade dessas pessoas nas redes sociais, nos bastidores, nos movimentos, quem estava arrecadando, quem financiou a estruturação dessas bases, quem incitou a prática de violência contra a polícia", disse o chefe do MP catarinense.

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