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NBC: Irã causou muito mais danos a bases dos EUA do que foi divulgado

  • há 37 minutos
  • 4 min de leitura

(Ahsan Mohammed Ahmed/Getty Images)
(Ahsan Mohammed Ahmed/Getty Images)

Os danos infligidos pelo Irã às bases militares americanas na região do Golfo Pérsico são muito mais graves do que o reconhecido publicamente e custarão bilhões de dólares em reparos, informou a NBC News no sábado em uma investigação exclusiva, citando três autoridades americanas, dois assessores do Congresso e outra fonte.


Os ataques, que se seguiram à ofensiva americana de 28 de fevereiro, atingiram mais de 100 alvos em 11 bases em sete países — Catar, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Jordânia, Kuwait, Iraque e Arábia Saudita — destruindo hangares, armazéns, sistemas de radar de alta tecnologia, pistas de pouso e decolagem e dezenas de aeronaves, incluindo um caça, mais de uma dúzia de drones MQ-9 Reaper e vários helicópteros, de acordo com dados obtidos pelo canal. Um dos incidentes mais notáveis ​​foi o bombardeio do Campo Buehring, no Kuwait, por um caça F-5 iraniano, a primeira vez em anos que uma aeronave inimiga com piloto atingiu uma instalação militar dos EUA, apesar de suas defesas aéreas.


O Pentágono se recusou a detalhar publicamente a extensão dos danos e a informar o Congresso, alegando razões de segurança operacional. De fato, o governo pediu a empresas de satélite, como a Planet Labs, que retivessem imagens das bases para dificultar avaliações externas. Alguns parlamentares republicanos expressaram, em privado, sua frustração com a falta de transparência. "Nada se sabe, e não é por falta de questionamentos", declarou um assessor republicano. Enquanto isso, a Casa Branca, por meio da porta-voz Olivia Wales, classificou a operação americana como um "tremendo sucesso", afirmando que os objetivos militares foram alcançados ao impedir que o Irã obtivesse uma arma nuclear.


Uma avaliação do American Enterprise Institute (AEI) estima o custo do reparo da infraestrutura danificada — excluindo sistemas de radar, armas e aeronaves destruídas — em mais de US$ 5 bilhões. Os danos incluem o quartel-general do comando naval no Bahrein, que foi severamente danificado, bem como depósitos de munição em Erbil, no Iraque, e a pista da Base Aérea de Al Udeid, no Catar. Treze militares americanos foram mortos e até 400 ficaram feridos, embora mais de 90% já tenham retornado ao serviço. O Congresso está analisando um projeto de lei de gastos suplementares que pode ultrapassar US$ 100 bilhões para cobrir esses reparos e os custos da guerra, segundo fontes da NBC.


Essa devastação pode reacender o debate sobre a sensatez de manter bases militares americanas tão próximas do Irã. Alguns oficiais de segurança nacional, incluindo membros do governo Trump, já defendem a realocação das instalações mais a leste, fora do alcance de Teerã. Ao mesmo tempo, críticos da presença militar no exterior veem esses danos como um argumento para reduzir os destacamentos no Oriente Médio. A falta de transparência e o silêncio oficial do Pentágono contrastam fortemente com a escala da destruição que, segundo fontes internas, é muito maior do que a reconhecida.


E quanto ao potencial militar do Irã?

Uma parcela considerável da capacidade de mísseis das Forças Armadas iranianas permanece sem uso, de acordo com o porta-voz do Ministério da Defesa do país, Reza Talaei-Nik. Em uma entrevista televisionada, o alto funcionário militar afirmou que os Estados Unidos e Israel falharam em seu objetivo de desmantelar o programa de mísseis e o poderio militar da República Islâmica.


Talaei-Nik enfatizou que essa capacidade é resultado de mais de 25 anos de aquisição e investimento na área de mísseis pelo Ministério da Defesa, pelas Forças Armadas, pelo setor privado e por empresas de tecnologia. "Hoje, a superioridade do Irã em mísseis é reconhecida por observadores internacionais", destacou o porta-voz.


Citando autoridades americanas familiarizadas com as avaliações dos serviços de inteligência do país, o The Wall Street Journal noticiou este mês que o Irã ainda possui milhares de mísseis balísticos que poderiam ser utilizados, recuperando os lançadores de seus depósitos subterrâneos. A República Islâmica também tem capacidade para reconstruir parte de seu arsenal de lançadores danificados por ataques americanos, observou a publicação.

Enquanto isso, o porta-voz do Quartel-General Central do Irã, Khatam al-Anbiya, Ebrahim Zolfaghari, proclamou que, diante das "repetidas ameaças" do presidente dos EUA, Donald Trump, as Forças Armadas iranianas estão totalmente preparadas para responder e dar uma "lição mais dura" aos EUA e a Israel, caso ocorra um novo ataque contra a nação persa.


Negociações em suspenso

O processo de negociação entre o Irã e os EUA está em suspenso, já que a reunião entre as delegações de ambos os países em Islamabad foi cancelada duas vezes esta semana.


Primeiro, a reunião de quarta-feira foi adiada por tempo indeterminado e, hoje, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou o cancelamento da viagem de Steve Witkoff e Jared Kushner ao Paquistão, agendada para este sábado.


"Recentemente, eu disse à minha equipe que estava se preparando para partir: 'Não, vocês não vão pegar um voo de 18 horas para ir até lá. Nós temos a vantagem. Vocês podem nos ligar quando quiserem, mas não vão mais pegar voos de 18 horas para ficarem sentados conversando sobre nada'", declarou Trump.


Segundo relatos, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, já deixou Islamabad, no Paquistão, após as conversas que manteve neste sábado (25) com o primeiro-ministro do país.


Fonte: Agência RT

 
 
 
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