'Negacionismo perverso': Brasil chega a 600 mil mortos

Atualizado: 9 de out. de 2021


(Foto: Divulgação/Rio de Paz)

O Brasil superou nesta sexta-feira (8) a marca de 600 mil mortes, causadas pela covid-19 e pela péssima gestão da pandemia pelo governo do presidente Jair Bolsonaro, que fez de tudo para alcançar a "imunidade de rebanho", na contramão da ciência. O índice foi confirmado às 18h, pelo boletim diário do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Com 615 registros nas últimas 24h, o país chegou a 600.425 vidas perdidas. No mesmo período, contabilizou-se mais 18.172 infecções, totalizando 21.550.730 desde o início da pandemia.

Em nota, o Conass afirma que por um ano e meio temos enfrentado a pandemia, que, além de enlutar tantas famílias, impõe sequelas a muitos dos que sobreviveram a ela, e destacou o papel "gigantesco" do SUS.

“O Sistema Único de Saúde, ao longo desse tempo, desdobrou-se num esforço gigantesco para minimizar os danos à saúde, para oferecer serviços necessários ao atendimento ambulatorial e hospitalar, conjugando recursos materiais e humanos; congregando conhecimentos e técnica e, também, enfrentado o negacionismo perverso, as fake news e outros desserviços à nação”, diz o texto.

Além do Brasil, apenas os EUA registraram tantos óbitos - em grande parte, atribuída à gestão negacionista também do ex-presidente Donald Trump -, num total de 712.171 vidas perdidas, de acordo com o mapa da covid da Universidade Johns Hopkins.

A Índia, com 34 milhões de casos, chegou a 450 mil óbitos nesta sexta-feira, terceiro maior número de vítimas do coronavírus.

Entre os demais países, apenas o México (com 281.121) e a Rússia (com 210.673) ultrapassaram a marca de 200 mil mortes desde o início da pandemia, conforme aponta o mapa mundial da covid.

De acordo com o mapa da Johns Hopkins, 237.092.312 pessoas foram contaminadas com o novo coronavírus, e 4.840.134 morreram até o início da noite desta sexta-feira.

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