Niterói não poderá mais comprar vacinas Coronavac


Niterói não poderá mais fazer a compra de 1,1 milhão de doses da vacina Coronavac diretamente do Instituto Butantan, conforme estava previsto em memorando assinado pela prefeitura com a instituição paulista. O prefeito Axel Grael (PDT) anunciou no final da tarde desta segunda-feira que, em conversa por videoconferência com o governador de São Paulo, João Doria informou que não poderia honrar o compromisso pelo fato de o Butantan haver assinado um contrato de exclusividade com o Ministério da Saúde para fornecimento da vacina contra a convid-19.

“Vamos, portanto, integrar o plano de imunização do Governo Federal, que promete vacinação simultânea em todo o País”, afirmou Axel. “Já entrei em contato com o Ministério da Saúde, Secretaria de Estado de Saúde, Fiocruz e Butantan para comunicar que Niterói está preparada para iniciar a vacinação ainda este mês, com equipes e insumos necessários.”

Em uma das mensagens, o prefeito chegou a comemorar a compra integral das vacinas do Butantan pelo Ministério da Saúde como uma “vitória do SUS”, mas alertou sobre a urgência da vacinação. “No entanto, é urgente que o Governo Federal coloque em prática o Plano Nacional de Imunização, do qual Niterói fará parte”, afirmou”.

“Importante lembrar que, em dezembro, antes desta decisão do Governo Federal, o prefeito Rodrigo Neves assinou um memorando de intenções para a compra da Coronavac, que agora terá toda a sua produção vendida para o Governo Federal. Fomos a única cidade fluminense a participar do esforço mundial pela vacina, ao participar dos testes da fase 3 pela Coronavac, que alcançou excelente resultado imunizando 100% para casos graves e moderados e 78% para casos leves”, relembrou o prefeito.


Surpresa e desconfiança

O vereador Paulo Eduardo Gomes (PSOL), que preside a Comissão de Saúde da Câmara Municipal, estranhou a quebra de palavra e disse que fará um requerimento à prefeitura com um pedido de informações acerca do memorando que o ex-prefeito Rodrigo Neves anunciou ter sido assinado com o Butantã.

“Muito estranho esse não cumprimento de palavra, que teria sido assinada. Quero ver uma cópia desse documento”, disse, desconfiado, o vereador. Paulo Eduardo, porém, não considera imperativo que a vacinação seja feita com o imunizante do Butantan. “Não carimbamos a Coronavac”, afirmou. Mas a dependência de uma vacina fornecida pelo Ministério da Saúde torna, na sua opinião, o programa de vacinação em Niterói mais imprevisível.

“É tudo uma grande incógnita. Não temos uma data precisa para iniciar a vacinação pelo governo federal. O ministro da Saúde disse que vai começar ‘no dia D e na hora H’...”, disse o vereador.


Logística pronta em uma semana

Em live do Fecebook junto com Axel Grael e outros secretários municipais, o secretário de Saúde do município, Rodrigo Oliveira, disse que “Niterói estará pronta para fazer a vacinação em uma semana”, referindo-se à logística da operação, mas eles não puderam precisar quando a cidade irá receber as vacinas do governo federal.

“Fechamos a compra de seringas e agulhas, já nos precavendo, caso o Ministério da Saúde não tenha os insumos necessários”, informou o secretário. Segundo ele, serão 54 pontos de vacinação na cidade, entre as unidades básicas de saúde, as policlínicas e as unidades do programa Médico de Família, além do posto drive thru que já funciona em Piratininga, na saída do túnel Charitas-Cafubá, para testes de diagnóstico da covid-19.

A vacinação em Niterói seguirá o cronograma definido pelo Ministério da Saúde, começando pelo pessoal da área médica e pessoas acima de 60 anos, mas haverá agendamento através do programa Dados do Bem.


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