Niterói vai às urnas

Atualizado: 15 de nov. de 2020


Quase 400 mil eleitores escolhem, entre nove candidatos no primeiro turno, o futuro prefeito de Niterói nas eleições deste ano, marcadas pela pandemia de coronavírus. Axel Grael (PDT), apoiado pelo prefeito Rodrigo Neves, defende a continuidade da política representada pelo grupo que há oito anos governa o município.

Pela oposição, propondo mudanças políticas e administrativas, estão Allan Lyra (PTC), Deuler da Rocha (PSL), Felipe Peixoto (PSD), Flávio Serafini (PSOL), Juliana Benício (NOVO), Renata Esteves (PMB), Sérgio Perdigão (PSTU) e Tuninho Fares (DC). Entre eles, os que mais ameaçam a liderança de Axel, de acordo com as últimas pesquisas, são Felipe Peixoto, Flávio Serafini e Deuler da Rocha.

A cidade tem também um número recorde de candidatos a vereador: 708 nomes, quase o dobro dos postulantes em 2016 (396), distribuídos em 30 partidos, disputam as 21 cadeiras da Câmara Municipal.


Pesquisas e debates

De acordo com a pesquisa mais recente divulgada pelo Instituto Gerp, Axel Grael poderá vencer as eleições no primeiro turno. Com 41% das intenções de voto induzidas, o candidato do PDT estaria dez pontos percentuais acima da soma dos demais candidatos, que juntos têm 31%. Sendo, Felipe Peixoto (PSD) com 11%, Deuler da Rocha (PSL) com 7%, Flavio Serafini (PSOL) e Juliana Benício (Novo) com 5%, Allan Lyra (PTC) com 3%, Renata Esteves (PMB), Tuninho Fares (DC) e Sérgio Perdigão (PSTU) não pontuaram.

A pesquisa que foi realizada entre os dias 09 e 12 de novembro, com 1.000 entrevistados que residem entre as Praias da Baia (41%), Região Oceânica (14%), Região Norte (32%), Pendotiba (12%) e Região Leste (1%).

Axel pautou sua estratégia durante toda a campanha por não participar dos debates que foram promovidos com transmissões pelas redes sociais. Cerca de 35 mil pessoas assistiram, no dia 3 de novembro, o debate promovido pela Associação de Clubes de Niterói, apoiado e transmitido pelo TODA PALAVRA através de sua página no Facebook. Foi o ponto alto da campanha, gerando 31 mil comentários e 57 mil engajamentos. Em seguida veio o debate da OAB, apoiado por O Fluminense, com menos de um terço dessa audiência (cerca de 10 mil visualizações).


Histórico da campanha

Em janeiro, o ex-deputado estadual Adroaldo Peixoto confirmou sua pré-candidatura a Prefeitura de Niterói pela Rede Sustentabilidade, mas em julho anunciou sua saída da disputa devido a uma recomendação médica após ter se submetido a uma cirurgia.

Em setembro, uma decisão judicial devolveu a presidência do diretório municipal do Podemos de Niterói ao engenheiro Aldemar Furtado, destituído unilateralmente do cargo em 2017 pelo presidente estadual da legenda, o senador Romário. Furtado anunciou que o Podemos não lançaria Antônio Rayol como candidato próprio, apoiando a candidatura de Axel Grael (PDT).[10] Após este fato, dois pré-candidatos do campo bolsonarista - José Paulo Pires (PMN) e Alexandre Ceotto (Republicanos) - declararam apoio a Deuler da Rocha (PSL), com Ceotto tomando o papel de vice na chapa. Porém, às vésperas de encerrar o prazo para o registro de candidaturas, Pedro Castilho entrou com liminar que lhe devolveu a presidência do Podemos, e após articulação com o PTC e o deputado federal Carlos Jordy, o empresário Allan Lyra, que inicialmente seria candidato a vereador, foi anunciado como candidato a prefeitura, também com o apoio da ala bolsonarista.

Também em setembro, Bruno Lessa (DEM), abriu mão de sua pré-candidatura para apoiar Felipe Peixoto (PSD) na condição de vice. A chapa será formada por PSD, DEM, PSDB e PROS.


Contexto da pandemia

As eleições municipais de 2020 estão sendo marcadas, antes mesmo de iniciada a campanha oficial, pela pandemia do coronavírus SARS-CoV-2 (causador da COVID-19), o que está fazendo com que os partidos remodelem suas metodologias de pré-campanha. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou os partidos a realizarem as convenções para escolha de candidatos aos escrutínios por meio de plataformas digitais de transmissão, para evitar aglomerações que possam proliferar o vírus. Alguns partidos recorreram a mídias digitais para lançar suas pré-candidaturas. Além disso, a partir deste pleito, será colocada em prática a Emenda Constitucional 97/2017, que proíbe a celebração de coligações partidárias para as eleições legislativas, o que pode gerar um inchaço de candidatos ao legislativo. O TSE recebeu neste pleito 517.786 solicitações de registro de candidaturas a prefeito, vice-prefeito e vereador neste escrutínio, o que não seria necessariamente bom, na opinião do professor Carlos Machado, da UnB (Universidade de Brasília): “Temos o hábito de criticar de forma intensa a coligação partidária, sem parar para refletir sobre os elementos positivos dela. O número de candidatos que um partido pode apresentar numa eleição, varia se ele estiver dentro de uma coligação, porque quando os partidos participam de uma coligação, eles são considerados como um único partido", afirmou Machado na reportagem.

Toda Palavra_Banner_300x250_Celular.gif
1/3
NIT_728x90-03.gif
NIT_300x250-01.jpg