Niterói discute importância da bicicleta como transporte


Nomes representativos da bicicleta discutiram, nesta quarta-feira (18/8), em webinário da Prefeitura de Niterói, a importância da bicicleta como modal de transporte urbano sustentável. O encontro virtual trouxe debate sobre o histórico da bicicleta, seu papel como modal na mobilidade urbana e sua interseção com a sustentabilidade e ativismo. O webinário abriu a capacitação da Coordenadoria Niterói de Bicicleta, em parceria com a Escola de Governo e Gestão (EGG), voltada aos servidores municipais da Prefeitura.

Ciclovia na Avenida Amaral Peixoto / Foto: Douglas Macedo, Prefeitura de Niterói

A capacitação tem como objetivo ampliar a atenção para a importância da bicicleta, realizar uma capacitação sobre planejamento ciclo inclusivo e atualizar os servidores sobre o tema. E, em breve, o conteúdo também será disponibilizado ao público em geral.


O webinário contou com a participação do prefeito de Niterói, Axel Grael, de Marianne Weinreich, embaixadora da bicicleta na Dinamarca e consultora para cidades sobre políticas e promoção e gestão de mobilidade urbana sustentável, e de Danielle Hoppe, do Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento, (ITDP) Brasil. Participaram também a secretária municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão, Ellen Benedetti e o responsável pela Coordenadoria Niterói de Bicicleta, Filipe Simões. O encontro teve como mediadoras a diretora da EGG, Isabela de Jesus, e a assessora técnica da Niterói de Bicicleta, Helena Porto.


O prefeito de Niterói, Axel Grael, destacou que a bicicleta ganha importância muito maior para pequenos deslocamentos dentro dos bairros e o que antes já era uma tendência, se potencializa neste momento de “novo normal” por conta da pandemia do coronavírus.


“É fundamental que a gente capacite e promova o debate entre os funcionários da Prefeitura, que planejam a cidade e dialogam com a população. É muito importante a troca de experiências com parceiros, como estamos fazendo neste encontro, para que possamos avançar ainda mais na direção de uma cidade mais justa e sustentável”, disse.

Foto: Douglas Macedo / Prefeitura de Niterói

Axel Grael lembrou, ainda, que a partir de 2013, foi iniciado o processo de implantação da estrutura cicloviária na cidade e que o processo de criação de uma malha cicloviária não é uma ideia nova, vem desde a década de 80.


“Na época, a repercussão era muito pequena, as pessoas achavam que Niterói não tinha as características necessárias para fazer da cidade um bom lugar para as bicicletas. Nós sempre tivemos a convicção de que a cidade abraçaria a bicicleta como mais uma opção. Nós sempre quisemos dar a opção segura, confortável e atraente para quem quer usar a bike. O futuro é multimodal e precisamos garantir segurança para quem queira usar outros modais. A bicicleta como opção de mobilidade é um elemento relativamente novo na cidade. Ela tinha um uso mais lúdico e esportivo, não era considerada seriamente como uma alternativa de mobilidade. Neste sentido, a implantação de ciclovias foi um processo novo. É importante criar uma massa crítica sobre o uso das bicicletas, e isso acontece com a ampliação do número de ciclistas”, ressaltou.


A secretária de municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão, Ellen Benedetti, reforçou que desde 2013 a gestão municipal vem trabalhando para transformar Niterói em uma cidade mais amiga da bike e do ciclista e que incentiva o uso desse modal, com ações visando o futuro, inclusive inspiradas em experiências internacionais.


“Quando falamos de bicicleta em Niterói, lembramos muito do plano estratégico Niterói Que Queremos, quando pensamos no uso da bicicleta inserida no cotidiano da cidade. Avançamos muito nos últimos oito anos para a cidade ser muito mais amigável ao ciclista. O futuro nos exige um uso coordenado do espaço urbano, com respeito a todos os envolvidos”, pontuou.

Divulgação

Embaixadora da bicicleta na Dinamarca e consultora para cidades sobre políticas e promoção e gestão de mobilidade urbana sustentável, Marianne Weinreich enfatizou a importância desta troca de experiência para o uso cada vez mais consciente da bike.


“Foi muito enriquecedor compartilhar a experiência de Copenhague com Niterói. Nossa mensagem principal é de que é importante entender que há muitos tipos de ciclistas, mas é preciso planejar pensando na maioria”, comentou.


A gerente de Mobilidade Ativa do ITDP, Danielle Hoppe, enumerou as potencialidades do uso da bicicleta nas cidades.


“A bicicleta é movida pela nossa energia, contribui com a saúde, colabora com a qualidade do ar, ocupa menos espaço na área urbana e é um veículo barato, então promove a inclusão social. É o modo de transporte mais adequado para distâncias curtas e vem crescendo muito no mundo. Estatísticas mostram que metade dos deslocamentos urbanos, em várias cidades do mundo, são de deslocamentos curtos. Ainda assim, nós sabemos que essa importância estratégica da bicicleta não é clara para algumas pessoas. Sabemos que toda mudança gera um receio inicial, mas já vemos a bicicleta sendo abraçada, principalmente no contexto da pandemia”, frisou.

Divulgação

Responsável pela Coordenadoria Niterói de Bicicleta, Filipe Simões, encerrou a apresentação falando sobre os projetos que estão sendo desenvolvidos na cidade e os investimentos na ampliação da malha cicloviária.


“O município vem empreendendo uma série de esforços e investimentos para viabilizar a bicicleta como solução segura e inclusiva. De 2020 para cá, nós requalificamos oito quilômetros de infraestrutura cicloviária, no que correspondem a todas as vias que chegam ao Centro da cidade e estamos ampliando a malha cicloviária com intervenções em diferentes regiões, como Piratininga e São Francisco/Charitas. Nosso objetivo principal é trabalhar sempre a bicicleta como modal de transporte a se somar às soluções que já existem na cidade”, destacou.


Avanços


Desde 2013, Niterói triplicou a rede cicloviária da cidade, que tem atualmente 45 quilômetros. A implantação do primeiro lote do sistema cicloviário da Região Oceânica está em andamento. Com isso, a região vai ganhar mais 60 quilômetros de malha cicloviária. Em 2017, foi inaugurado o bicicletário Araribóia, ao lado da Estação das Barcas, que oferece 446 vagas e tem mais de 11 mil usuários cadastrados. Nos últimos anos, o fluxo de ciclistas nas principais vias da cidade aumentou cerca de 300%.


Fonte: Coordenadoria Geral de Comunicação da Prefeitura de Niterói

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