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Niterói e região representadas em reunião dos sindicatos com Lula

Um dia marcante na história da classe trabalhadora brasileira. Na última quarta-feira (18/1), o presidente Lula se reuniu no Palácio do Planalto, em Brasília, com mais de 500 dirigentes sindicais para debater temas que envolvem o futuro dos trabalhadores brasileiros. Alex Santos, presidente do Sinospetro Niterói e Região, representou os trabalhadores do Fórum Intersindical do Leste Fluminense.

Divulgação

“Vamos voltar a dialogar com todos para pensar as transformações no mundo do trabalho e uma vida melhor para o povo,” afirmou o presidente Lula, em suas redes sociais.


“Foi um encontro histórico para os trabalhadores, de volta ao Palácio do Planalto. Um encontro com o presidente Lula, onde pudemos apresentar as nossas pautas, e principalmente, os pontos da reforma trabalhista que impactam diretamente na vida dos trabalhadores.” comemorou Alex Santos.


Em entrevista na última quarta-feira (18/1) ao jornalista Marcos Gomes, apresentador do programa 'Bom Dia Niterói', na RÁDIO TODA PALAVRA, o presidente do Sindicato dos Empregados em Edifícios de Niterói (SEEN) e coordenador do Fórum Intersindical do Leste Fluminense, Juvino Silva, comentou que a iniciativa de Lula ao se reunir com lideranças sindicais representa um "diferencial" deste novo governo.


"Ficamos seis anos sem falar com o presidente da República. Dois com o Temer e mais quatro com Bolsonaro. Eles não se comunicavam com o movimento sindical. Em menos de um mês de trabalho, Lula já se reuniu com mais de 500 lideranças", disse ele.


De acordo com Juvino, existem três pautas importantes que foram levadas ao presidente na reunião. Primeiro, melhorar e definir uma política de fortalecimento do salário mínimo. Segundo, a abertura de um canal de comunicação dos sindicatos com a população, contando com apoio da estrutura federal.


"A exemplo dos canais de tevê e rádios evangélicas, o movimento sindical precisa se comunicar com a população, mas não tem nada disso. Dependemos de uma política federal para abrir um canal de comuicação com a sociedade. Essa é uma reivindicação nossa importante", assinalou Juvino.


E em terceiro, a volta das atividades do movimento sindical, que, segundo ele, perdeu muito com a reforma trabalhista.

Juvino Silva / Divulgação

"Os sindicatos foram esvaziados, não apenas financeiramente. O trabalhador não vai mais ao sindicato. Por que? Se ele é demitido, o patrão paga diretamente no escritório. No caso do horário de trabalho especial, de 12x36 ou 12x24, o patrão resolve direto com o empregado. Ou seja, pegaram o trabalhador covardemente e o deixaram na mão do patrão, tirando os sindicatos de circulação. Então, reivindicamos ao Lula que traga de volta a participação dos sindicatos no ato de demissão dos empregados. O que tem por aí de golpes de maus empregadores no mercado não é pouco. Eles deixam o trabalhador sem emprego e sem indenização. Isso é muito grave", ressaltou.


Outro tema debatido com o presidente Lula foi o salário, que sofreu uma grande defasagem sem ganho real em relação à inflação.


"Nos dois governos anteriores do Lula, o ganho real do salário mínimo foi de 67%, com correção da inflação mais o percentual do PIB do país. No oitavo ano de Lula, o PIB de 7,5% foi um ganho para o salário mínimo. E agora está tudo parado", lembrou ele.


Ao ser indagado se há possibilidade de retorno de atividades mais intensas da indústria naval em Niterói ainda esse ano, Juvino Silva disse que vai ser muito difícil fazer o setor retomar o ritmo que tinha antes da saída de Dilma Roussef, em 2016.


"Não acredito em recuperação a curto prazo. O estrago em seis anos de extrema direita foi muito grande. O Comperj está parado e não é qualquer milhão de reais que vai fazer a obra ser retomada. E tem ainda outras questões que precisam ser avaliadas. Construir um navio hoje custa cerca de 350 mil dólares (quase dois milhões de reais), mas o país faz tudo na China e custa 180 milhões de dólares. O Lula, por mais boa vontade que tenha, não vai conseguir reverter isso em curto prazo. É possível que em 2024, 2025, a gente tenha alcançado o pleno emprego nesse setor", finalizou.


Salário Mínimo e Imposto de Renda


No encontro com sindicalistas na quarta-feira, no Palácio do Planalto, Lula anunciou a criação de grupos de trabalho para tratar das pauta de diferentes setores e também ouviu os sindicalistas, que expuseram ideias para a valorização dos trabalhadores e apresentaram propostas para o salário mínimo.


O presidente e seus ministros negociam uma política de valorização permanente do salário mínimo, com o objetivo de elevar o poder de compra da população mais pobre. O projeto será entregue no prazo máximo de 90 dias e visa corrigir anualmente o valor do salário junto ao crescimento econômico do país.


Ocorrendo a valorização do salário mínimo, todas as categorias também terão os seus reajustes salariais aumentados. Nos dois primeiros governos de Lula, mais de 90% das categorias tinham ganho real, superior à inflação. O grupo envolverá pastas como a da Fazenda, Trabalho, Planejamento, Previdência, Secretaria-Geral, Casa Civil e Indústria e Comércio.


Já em relação ao Imposto de Renda, a proposta do governo e das centrais sindicais é uma mudança na tabela, com isenção de quem recebe até R$5 mil, com o aumento da alíquota para as camadas mais ricas da população. A correção, porém, só poderá ser feita em 2023, em razão do cumprimento do 'princípio de anterioridade', que estabelece que a cobrança de um tributo, aprovada em determinado ano, só pode entrar em vigor no ano seguinte.

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