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Niterói participa de Fórum de Dignidade Menstrual em Brasília

A Prefeitura de Niterói foi convidada, por meio da Coordenadoria de Políticas e Direitos das Mulheres (Codim), para participar no Fórum de Dignidade Menstrual em Brasília, e vai apresentar o Programa Municipal de Dignidade Menstrual. Durante o evento, que acontece nos dias 8, 9 e 10 de novembro e é promovido pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), haverá a Mostra de cinema: 'luz, câmera, menstruAÇÃO' na abertura. Nos dias seguintes, diversos painéis vão discutir as iniciativas de gestores públicos para a promoção da dignidade menstrual.

Fernanda Sixel / Foto: Lucas Benevides / Prefeitura de Niterói

“Menstruar é um processo natural e não deve ser motivo de vergonha ou tabus. A Prefeitura de Niterói, compreendendo seu papel na garantia do direito ao acesso aos itens básicos de higiene, por meio de licitação, adquiriu um milhão e oitocentos mil pacotes de absorventes, além de mil coletores menstruais e 500 absorventes de tecidos. A previsão de investimento é de mais de R$ 6 milhões e 100 mil reais nessa primeira etapa do programa de dignidade menstrual. A pauta da mulher é transversal, e nesse programa específico a Secretaria de Saúde fará a distribuição universal dos absorventes descartáveis, e nós da Codim faremos a distribuição dos absorventes reutilizáveis, que serão ofertados em conjunto a um encontro formativo, junto às meninas e mulheres na Rede de Educação e projetos sociais. Em Niterói nenhuma mulher em situação de vulnerabilidade precisará perder aulas, trabalho ou lançar mão de miolo de pão, aqui a Prefeitura garantirá a dignidade menstrual de todas as mulheres", explica Fernanda Sixel, secretária de Políticas e Direitos das Mulheres.


Segundo estudo publicado pelo Fundo de População das Nações Unidas e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), mais de 4 milhões de meninas não têm acesso a itens mínimos de cuidados menstruais nas escolas.


O estudo “Pobreza Menstrual no Brasil: desigualdade e violações de direitos” ainda constata que uma a cada quatro meninas faltam às aulas por não ter acesso à absorventes higiênicos durante o período menstrual, que pode durar de 5 a 7 dias.

A pesquisa identificou que os problemas menstruais foram o principal motivo de saúde que levou cerca de 22 mil meninas a deixar de trabalhar, ir à escola, brincar, ou realizar afazeres domésticos.


Além disso, o manejo inadequado da menstruação pode ocasionar diversos problemas para a saúde, como alergia, irritação da pele, mucosas, infecções urogenitais como a cistite e a candidíase e uma condição que pode levar à morte, conhecida como Síndrome do Choque Tóxico.


Leia na íntegra o relatório 'Pobreza Menstrual no Brasil - Desigualdades e Violações de Direitos'.


Fonte: Coordenadoria Geral de Comunicação da Prefeitura de Niterói


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