Niterói se une para doar alimentos a quem precisa

Os moradores de Niterói estão solidários à fome e ao desemprego que afetam famílias mais vulneráveis da cidade. Diferentes instituições como o Clube Central e as escolas Marly Cury e Gay Lussac, engajaram-se na campanha de arrecadação de alimentos, assim como os postos de saúde da cidade, que não param de receber doações. Na semana passada, a prefeitura, responsável pela coordenação, entregou 115 kits montados com as mais de 5 toneladas de itens de alimentação a entidades da sociedade civil, que os repassarão a famílias não assistidas pelos programas de mitigação dos efeitos da pandemia ofertados pelo governo municipal.

Divulgação

No Clube Central de Icaraí, um dos pontos mais movimentados, a arrecadação bateu recorde. Em apenas seis dias foram 2.518 kg de doações, que incluem itens como arroz, feijão, óleo, fubá, leite em pó e produtos de higiene. As escolas da rede privada do município Marly Cury e Gay Lussac somaram duas toneladas.


A campanha Niterói Solidária é uma iniciativa da Prefeitura, e surgiu a partir de mensagens enviadas por pessoas que queriam ajudar. Diversos órgãos estão envolvidos diretamente na logística da operação, como os voluntários da Defesa Civil, os agentes da Secretaria de Direitos Humanos, da Assistência Social, de Conservação e Serviços Públicos, das administrações regionais e da Ordem Pública, onde os alimentos são armazenados.


Coordenadora voluntária do Niterói Solidária, a primeira-dama Christa Grael ressaltou a importância da solidariedade para atravessar esse momento.


“Temos percebido que a população abraçou a Niterói Solidária. Em uma semana, já superamos as cinco toneladas de doações, e estamos hoje iniciando a entrega, distribuindo kits para cinco instituições. Somente nesta sexta-feira, recebemos uma grande doação de duas escolas da cidade, o Colégio Marly Cury e o Instituto Gay Lussac, que fizeram captação de alimentos e nos trouxeram o que foi arrecadado. Estamos muito gratos por esse reforço e esperamos ter o máximo de adesão possível para que a nossa campanha consiga atingir cada vez mais pessoas que estão necessitando de ajuda nesse período crítico”, afirmou.

Christa Grael. Foto: Berg Silva / Prefeitura de Niterói

Igor Barcellos, Subsecretário de Segurança Alimentar da Secretaria Municipal de Assistência Social e Economia Solidária, falou sobre a importância dessa campanha diante do último Inquérito Alimentar de 2020 da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que aponta que hoje, no Brasil, mais de 12 milhões de pessoas vivem em situação de insegurança alimentar grave.


“São milhões de pessoas que voltaram ao mapa da fome. Mesmo não sendo a única responsável, a pandemia contribuiu fortemente para esse grave cenário. Assim, o poder público tem a responsabilidade de uma maior atenção e cuidado para auxiliar todas as famílias que se encontram nessa situação de forma a garantir uma alimentação saudável, de qualidade e acessível. Nesse sentido, aqui em Niterói, as políticas públicas de Segurança Alimentar e Nutricional são referência para nosso Estado. O Restaurante Popular Cidadão Jorge Amado é um exemplo desse êxito, assim como a atuação do Banco de Alimentos Herbert de Souza, que cumpre um papel fundamental na missão de garantia do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA). A Campanha Niterói Solidária é mais uma frente de atuação na busca pela segurança alimentar a todos os niteroienses. Garantir a Segurança Alimentar da nossa população nesse momento é principalmente garantir que as pessoas tenham o que comer. Todo esforço da cidade para a garantia desse direito é imprescindível”, reforçou Igor Barcellos.


Nesta primeira entrega, cinco instituições que atendem a população em vulnerabilidade social receberão os Kits. A Casa Maria de Magdala, no Sapê, que atende adultos internados no local portadores do vírus HIV, o Grupo Espírita Messe de Amor (Gema), em Santa Rosa, atende crianças e adolescentes, Ministério Antióquia, Piratininga, que atende adolescentes, já retiraram os itens. O Grupo Espírita Paz, Amor e Renovação (Gepar), em Piratininga, que atende comunidade de baixa renda do Cafubá (adjacências da lagoa), e a Igreja Presbiteriana Betânia, em São Francisco, que atende crianças do entorno, fizeram a retirada dos kits nesta segunda (19/4).


Os kits contêm arroz, macarrão, feijão, farinha, fubá, leite, açúcar, sal, óleo, café, enlatados e biscoito (podendo ter variação de acordo com as doações). A ideia é que uma vez por semana, sejam montados kits com o montante doado para serem entregues para diversas instituições que fazem trabalhos sociais.


“Sabemos que a fome é uma das maiores violações de direitos, por isso a Secretaria de Direitos Humanos está priorizando a campanha Niterói Solidária. Esta iniciativa do prefeito com a adesão da imensa solidariedade da população está sendo essencial no combate à pobreza neste momento de pandemia e crise nacional”, destacou o secretário municipal de Direitos Humanos, Raphael Costa.


A Prefeitura de Niterói vem, desde abril de 2020, realizando ações para minimizar os impactos causados pela pandemia com a distribuição de mais de 100 mil cestas básicas e dos cartões com recarga mensal de R$ 500 entregues a mais de 50 mil pessoas. Os benefícios foram prorrogados até julho. O investimento já passou dos R$ 600 milhões.


Os itens arrecadados serão distribuídos por entidades da sociedade civil para a população mais carente da cidade. Podem ser doados alimentos e produtos de limpeza e higiene como arroz, macarrão, feijão, leite, enlatados, sabonetes, álcool, desinfetante etc. As doações podem ser feitas de segunda a sexta, das 8h às 16h, nas policlínicas da Engenhoca, São Lourenço, Vital Brazil, Barreto, Itaipu, Piratininga, Clube Central (Icaraí) e no Drive Thru no Campus da UFF no Gragoatá. Aos sábados, das 8h às 12h, no Drive Thru e em duas das policlínicas regionais.

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